GLOBO RURAL - APLICAÇÃO DE COMPOSTO
O esgoto produzido em São José dos Campos, São Paulo, está tendo utilidade no campo. Depois de passar por vários processos de tratamento, o lodo vira adubo e pode ser usado em alguns tipos de lavoura. Em São José dos Campos, no leste de São Paulo, 45% do esgoto da cidade tem como destino a Estação de Tratamento da Sabesp de Lavapés. No local é feita desde a retirada do lixo despejado na rede até a eliminação da matéria orgânica por meio de bactérias e a separação do líquido e do sólido em tanques. Da estação sai o lodo que será transformado em benefício para os produtores. Lançado no maquinário, ele é desidratado e transportado para um pátio coberto. O lodo é misturado com pó de serra, bagaço de cana e poda de árvores triturada para ajuda no processo de fermentação. “É um processo que fica há mais de 50 graus por mais de cinco dias consecutivos. Ele elimina todas as possíveis doenças que venham junto do lodo do esgoto”, explicou Gustavo Baía, gerente de produção Sabesp. Por mês são geradas 450 toneladas desse tipo de fertilizante. Todo o produto é doado para três fazendas do Estado. Uma delas fica na região de Campinas e outras duas no Vale do Paraíba. Uma delas fica em Pindamonhangaba. Há um mês o composto orgânico é aplicado na produção de rosas, para corte e jardinagem, e no cultivo de mudas de árvores. Antes a adubação com fertilizante químico precisava ser feita a cada dez dias. Com o novo tipo de produto, o tempo foi estendido para 25 dias. “Teve uma melhora depois da aplicação do adubo orgânico. Não há a necessidade de fazer a aplicação quase semanalmente. Então, ela pega muito mais a terra e não exige a aplicação diária”, disse o agricultor Patrick Assumpção. Mas é preciso lembrar que esse tipo de adubo não deve ser utilizado em todas as culturas. “Não pode ser utilizado para a produção de comida ou para a alimentação animal. Então, o ideal seria para o plantio de árvores e flores”, avisou o agrônomo Francisco Sorache
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Composto Orgânico Caseiro
Composto Orgânico Caseiro
Restos de alimentos e de vegetais não precisam ser jogados fora. Podem ser usados na fabricação de composto orgânico caseiro, um excelente adubo orgânico.
1) São necessárias pelo menos três bombonas de 200 litros, de plástico. Perfure-as com furos de 1 a 2 centímetros de diâmetro. Os furos garantirão a entrada de ar no composto. 
2) Comece a compostagem colocando, em primeiro lugar, uma camada de 10 a 15 centímetros de capim picado (grama aparada, resíduos de pode e roçagem de gramados, jardins e hortas). Umedeça o capim com 1 a 3 litros de água.
3) Coloque, depois, todos os restos orgânicos produzidos na residência naquele dia (alimentos cruz ou cozidos, cascas, bagaços e sementes, casca de ovo, alimentos lácteos ou frios e carnes estragadas, borra de café com filtro de papel e até papéis sujos ou molhados). Picar esses alimentos acelera o processo. Faça isso de preferência no fim da tarde.
4) Cubra os restos com uma camada uniforme 4 a 6 centímetros de capim, adicionando novamente um pouco de água, se a massa estiver muito seca. O capim é fundamental, pois garantirá que o composto não exalará cheiro ou atrairá moscas. 
5) Com cuidado, alguns restos orgânicos, como fezes de animais, papel higiênico e até o "conteúdo" - apenas o conteúdo, não a fralda - de fraldas descartáveis podem ser adicionados, cobrindo sempre a mistura com o capim
6) A cada 4 a 7 dias, revolva todo o composto, usando um cabo de vassoura ou enxada. Isso acelera o processo. 
7) Quando dois terços do tambor estiverem preenchidos, inicie o processo em outro tambor, mexendo sempre ambas as misturas.
8) Em cerca de 30 a 40 dias a massa estará decomposta. Já não atingirá mais altas temperaturas e terá o aspecto de terra de mato, com cheiro agradável e textura macia. Será o adubo orgânico.
9) Para refina-lo, pode-se peneira-lo. Todo o material que não passar pela peneira pode voltar para o composto, pois já vai estar inoculado com os microorganismos que aceleram o processo de decomposição. 
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COMPOSTO A PARTIR DO BAGAÇO DE CANA COM ESTERCO ANIMAL
1. INTRODUÇÃO
“O adubo denominado composto é uma mistura de todos os resíduos, restos e mais substâncias sem valor imediato, existentes ou produzidos na fazenda, reunidos e preparados para fins de estrumação”. Essa definição é de Dafert, em 1893, o primeiro Diretor do Instituto Agronômico de Campinas. Já naquela ocasião, em outros países, o uso do composto proporcionava melhores produtividades, principalmente em solos "esgotados", ou seja, de baixa fertilidade.
De modo geral, observa-se boas respostas das culturas à utilização de adubos orgânicos como o esterco animal e tortas de oleaginosas. Esses materiais, porém, tem disponibilidade limitada. A compostagem é uma maneira de multiplicar várias vezes o volume dos adubos orgânicos chegando a um produto final com valor semelhante a tais adubos.
Descrevemos aqui o processo de compostagem a partir da utilização do bagaço de cana com o esterco animal tendo em vista principalmente, o aumento de disponibilidade do bagaço de cana em diversas regiões do estado de São Paulo e de outros estados do Brasil. Dentre os principais estercos animais destacam-se os bovinos, eqüinos, de galinha e frango de corte e os suínos. Além dos materiais citados, outros podem ser empregados tais como a casca de café e resíduos vegetais de colheitas.
2. ESCOLHA DO LOCAL PARA COMPOSTAGEM
O preparo do composto orgânico em condições aeróbicas não causa odor. Porém, a experiência demonstra que nem sempre a aeração do material durante a compostagem é realizada satisfatoriamente, razão pela qual pode ocorrer exalação de mau cheiro. Recomenda-se escolher um local distante de moradias, observando-se também a direção dos ventos no local onde será instalado o galpão para preparo do composto orgânico.
Deverá ser construído um barracão aberto em suas laterais, com o comprimento dependendo da quantidade de matéria-prima a ser tratada e com largura aproximada de 12 metros e altura aproximada de 5 metros. O piso deverá ser concretado e com desnível para as laterais, a fim de escoar o excesso de umidade. A área ao redor do barracão deverá ser de tamanho a comportar o trânsito de caminhões, carretas, além de área livre para secagem de material com excesso de umidade. Recomenda-se deixar uma área coberta próxima ao barracão para ensacamento do composto curado.
No caso de se realizar a compostagem a céu aberto, recomenda-se escolher locais planos ou com leve declive, de 2 a 3% no máximo, procurando-se compactar o solo para evitar o encharcamento da área pelas chuvas ou água de irrigação das camadas ( pilhas). Também é útil dispor-se de encerados de lona ou plásticos resistentes, para cobertura do composto em épocas de chuvas intensas.
3. MATERIAL DE TRANSPORTE
Há necessidade de trator dotado de pá carregadeira para amontoar e revolver o material em compostagem. São também necessários caminhões e caminhonetes para transporte do material. Quando se utilizar quantidades limitadas de materiais para compostagem é suficiente revirar os materiais a serem fermentados, com ferramentas manuais como garfos (forcas), enxadas e pás.
Dependendo da espessura do material, poderá ser necessário picá-lo ou moê-lo, pois quanto menos espesso o material, mais rápida é a decomposição e o processo de compostagem ficará mais acelerado. O material deverá ter diâmetro máximo entre 2 e 4 cm.
4. PREPARO DO COMPOST
4.1 Construção da pilha
O material vindo da usina (bagaço) e dos estábulos ou granjas, deverá ser empilhado um sobre o outro em camadas na forma de um sanduíche, nas seguintes proporções: quatro volumes de bagaço para 1 volume de esterco animal.
Faz-se a primeira camada sobre o piso com 40cm de bagaço de cana. A seguir adiciona-se sobre o bagaço, uma camada de 10cm de esterco. Novamente adiciona-se 40 cm de bagaço, e assim por diante, até atingir a altura de 1,50m.
Acima dessa pilha, para acelerar a compostagem e enriquecer o adubo orgânico, deve-se aplicar uma camada de 2 a 3 cm de fosfato natural em pó ou superfosfato simples em pó.
A largura da pilha não deverá ser superior a 3 metros. Ver esquema da pilha na Figura 1.
Figura 1. Planta de galpão para preparo do composto orgânico. O comprimento do galpão dependerá da quantidade do material disponível a ser compostado.
4.2 Irrigação das camadas
Caso o material esteja seco, irriga-se com água, à medida que é feita a pilha. O material deverá ficar úmido, entre 40 e 60 % de umidade, e não molhado, isto é, quando apertado nas mãos não poderá escorrer água .
4.3 Revolvimento da pilha
Nos primeiros quinze dias, deve-se revolver o material a cada cinco dias. É muito importante essa operação, pois o revolvimento impede o mau cheiro e repele as moscas, além de acelerar a compostagem.
Após os primeiros quinze dias será suficiente um revolvimento a cada dez dias. Considera-se suficiente um total de oito revolvimentos.
4.4 Acompanhamento
Se a compostagem for bem feita, o material não deve apresentar mau cheiro. A temperatura do material deve ficar entre 50° e 70°C. Acima disso, será necessário molhar novamente a pilha.
5. AVALIAÇÃO FINAL DO COMPOSTO
O composto estará curado, ou seja, pronto para o uso cerca de 90 dias após o início das operações. Quando preparado a céu aberto a cura total do composto poderá ser mais demorada, chegando a 120 – 150 dias. O composto curado (humificado) apresenta coloração escura, cheiro de bolor e consistência amanteigada, quando molhado e esfregado nas mãos. O produto final deverá ter no máximo 25% de umidade ; pH superior a 6,0 e a relação carbono / nitrogênio ( C/N) na faixa de 10/1 a 15/1.
6. USO AGRÍCOLA DO COMPOSTO
6.1 Época de aplicação
O composto deve ser incorporado ao solo trinta dias antes da instalação da cultura. No caso de culturas perenes (como a do café e das frutíferas), este adubo orgânico deverá ser enterrado formando uma coroa ao redor das plantas.
6.2 Quantidades a serem aplicadas
No caso do composto considera-se:
- adubação fraca: 5 a 10 toneladas por hectare;
- adubação média: 20 a 30 toneladas por hectare;
- adubação forte: 40 a 50 toneladas por hectare.
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ervas e temperos orgânicos

Seja porque acreditamos em seus poderes de cura, seus efeitos afrodisíacos ou simplesmente porque gostamos de fazer experiências com o paladar, a verdade é que cada vez mais cozinhas estão sendo seduzidas pelos mágicos sabores de ervas e temperos de todos os tipos.Mas, raros são os chefs e apreciadores da boa mesa que param para refletir sobre a origem dos mesmos.
Como outra planta qualquer, ervas e temperos podem ser atacados no campo por todo tipo de inseto, fungo, bactéria ou vírus. Para combater estas pragas, muitos produtores convencionais esterilizam os temperos com substâncias químicas tóxicas. O mais comum é a fumigação com óxido de etileno, um gás que pode deixar resíduos prejudiciais à saúde humana. Esta substância também é altamente cancerígena, podendo causar grandes problemas para a pessoa que aplica e que se expõe prolongadamente ao produto. Devido a isso, esta substância foi proibida em muitos países europeus e no Japão. Além disso, para acabar com prováveis contaminações, ervas convencionais também são expostas a irradiações. Este processo não altera a aparência ou o sabor do produto, porém causa uma transformação em sua composição química levando a potenciais sub-produtos tóxicos e cancerígenos para o consumidor. Outro problema considerável na irradiação de alimentos é o perigo de acidentes no trabalho.

Uma alternativa para esterilização das ervas e dos temperos pode ser através do uso de vapor quente. O calor mata as bactérias, ou seja, cozinhar em vapor é uma forma bastante efetiva e segura para esterilizar os mesmos. Para alguns produtos, porém, esse método leva à perda de sabor e de óleos essenciais. Nesses casos, as ervas podem ser fumigadas com dióxido ou congeladas.
Em geral, deve-se procurar eliminar uma possível contaminação na fonte, minimizando assim a necessidade de esterilização. As ervas devem ser secas ao sol, em ambientes limpos, com boas condições sanitárias no local de produção. É importante que os produtos sejam testados em sua qualidade e em seu risco de contaminação nos diversos níveis de produção.

Por estes motivos, algumas empresas se preocupam hoje com o fomento da produção de ervas e temperos orgânicos.Desde 1995 a americana ForesTrade, por exemplo, vem criando parcerias com produtores da Indonésia, Índia, Sri Lanka, Madagascar e de Guatemala e hoje já conta com aproximadamente 5000 produtores. Estes se comprometem em seguir práticas sustentáveis como o controle biológico de pragas, o uso de compostagem e a rotação de culturas. Em troca, a empresa proporciona total apoio aos produtores, implantando novas técnicas e melhoria na qualidade do produto final. Essa nova forma de produzir está mudando as atitudes locais, mostrando resultados também na preservação das matas e do meio-ambiente e no combate a erosão.O mercado de ervas e temperos orgânicos mostra-se atualmente com uma taxa de crescimento anual em torno de 30%, comparada a menos de 2% do mercado convencional.

Em resumo, são vários os fatores que justificam este aumento de demanda: além de não serem irradiados, estarem livres de ingredientes geneticamente modificados e não conterem nenhum agente sintético, cores artificiais, sabores ou preservativos como os encontrados em temperos convencionais, ervas e temperos orgânicos também garantem uma maior qualidade de vida para o produtor, viabilizando-o social e economicamente
Posted at 22:27 | Marcadores: HORTICULTURA ORGÂNICA | 0 Comments
compostagem em pequenos espaços.
Embora a compostagem em pilhas apresente a vantagem de não exigir equipamento especial, apenas algumas ferramentas como pás e enxadas, por exigir amplos espaços e volumes relativamente grandes de resíduos animais e vegetais, seu uso fica restrito às propriedades rurais, não podendo ser praticada por quem dispõe de um quintal na cidade, por exemplo.
Contudo, essas limitações de espaço e de quantidade de resíduos não impedem quem deseja reciclar seus resíduos orgânicos de realizar a compostagem. O uso de composteiras é indicado para quintais, varandas de apartamentos ou mesmo garagens, pois ocupam uma superfície pequena quando comparadas à pilha de composto aberta.
A composteira mais conhecida atualmente é uma caixa de madeira sem fundo nem tampa desenvolvida na década de 1940, na Nova Zelândia. A caixa neozelandeza tem um tamanho padrão: 1 metro por 1 metro na base e também 1 metro de altura, permitindo a circulação de ar pelas laterais.Quando cheia, ela pode ser desmontada e montada novamente ao lado da posição anterior, porque suas paredes laterais são removíveis. Ao transferir a matéria orgânica de uma posição para outra, a pessoa estará fazendo o revolvimento do material. Pode-se também contruir duas ou três caixas simultaneamente, para que a matéria orgânica seja transferida de uma caixa para outra. Em hortas domésticas ou jardins, o tempo para o enchimento da caixa pode ser de um mês ou mais.
Uma outra opção interessante para quem possui um quintal ou espaços de até 1 ha, é a composteira feita com cesto telado, que nada mais é do que um cilindro formado com tela plástica ou de galinheiro, dessas que se encontram em casas de material para horticultura e jardinagem. As vantagens do cesto telado é ser leve, resistente e não enferrujar.
"O mais importante em uma composteira, independentemente do tamanho e forma, é que ela permita a circulação de ar e comporte cerca de 1 metro cúbico de resíduos"; afirma o professor Marcelo Jahnel, da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo. Essas regras limitam as dimensões da composteira de cesto telado:
- Se for muito alta (mais de 1,5 m), o peso do material deixará a base compactada demais, dificultando o revolvimento e impedindo uma aeração adequada.
- Se tiver menos de 1 metro de altura ou de largura, perderá calor e umidade.
- Se a largura ultrapassar 1,5 metro, o ar não penetrará no interior do composto
De acordo com as disponibilidades de materiais e a criatividade de cada um, podem ser construídos outros tipos de recipientes para compostagem, desde que se respeitem as regras anteriormente citadas. As vantagens de se construir a própria composteira são a economia de dinheiro e o aproveitamento de materiais disponíveis ou de fácil acesso na região. O importante é começar, pois uma vez experimentados os benefícios da compostagem, quem a realiza não deseja mais parar. Mas, não se preocupem, caros leitores: fazer compostagem não vicia, é apenas uma atividade apaixonante como todo aprendizado com a natureza que a Agroecologia nos proporciona.
Posted at 22:22 | Marcadores: HORTICULTURA ORGÂNICA | 0 Comments
Manutenção e cuidados com o composto
Manutenção e cuidados com o composto
Durante os primeiros dias, em função da decomposição da matéria orgânica e do acamamento do material, a pilha pode ter seu volume reduzido até um terço do inicial, tornando as camadas inferiores mais densas. Para descompactar essa camada, recomenda-se fazer o revolvimento da pilha, usando pás e enxadas.
Cabe lembrar que o revolvimento manual da pilha dá trabalho e deve ser feito de acordo com a disponibilidade de mão-de-obra do local. O ideal é que sejam feitos pelo menos três revolvimentos no primeiro mês de compostagem, aos 7, 17 e 30 dias, aproximadamente. Nessas datas, deve-se aproveitar para verificar a umidade da pilha e, caso seja necessário, irrigar o material para torná-lo úmido mas não encharcado.
É importante manter sempre a umidade adequada, entre 40% e 60%, ou seja, de modo que quando aperte um punhado composto na mão pingue, mas não escorra água. No período sem chuvas, deve-se cuidar para que não seque, regando por cima, cada dia um pouco. Se ocorrerem chuvas fortes e por um longo período, é bom cobrir o composto enquanto chove com plásticos seguros por tijolos ou pedras. O reviramento da pilha faz perder o excesso de umidade.
No verão, se o composto estiver a pleno sol, é bom cobri-lo com folhagens para evitar o excesso de evaporação de água.
Uma vez que a pilha de composto foi montada, não se deve acrescentar novos materiais. Pode-se começar a juntá-los novamente no lugar destinado a fazer as próximas pilhas de composto.
Se o material colocado na pilha estiver dentro das proporções corretas, se as demais condições de umidade, temperatura e aeração forem atendidas e houver os revolvimentos periódicos da pilha, o composto estará pronto para uso em um prazo que varia de 60 a 90 dias.
Uma vez pronto, ou seja, quando o composto estiver maduro, ele não deve ficar exposto à ação do tempo. Enquanto não for utilizado, deve permanecer umedecido e protegido do sol e da chuva.
Verificando a maturidade do composto
Quando o composto for destinado para enchimento de covas de árvores, vasos de flores ou no preparo de canteiros para hortas, deve-se ter a certeza de que o material está realmente curtido, maduro, ou seja, pronto para o uso.
O composto maduro tem um cheiro agradável de terra vegetal úmida (terra de floresta) e os materiais usados formam uma massa escura na qual não se diferencia um material do outro. Numa pilha, quando a temperatura no interior da mesma fica próxima ao da temperatura ambiente (composto "frio" por dentro, num perído de 60 a 90 dias após o início do processo), pode-se considerar que o composto está maduro. Uma forma simples de se verificar a maturação do composto é misturando uma porção dele em um copo de água. Vai ocorrer um desses fenômenos
Uma forma simples de se verificar a maturação do composto é misturando uma porção dele em um copo de água. Vai ocorrer um desses fenômenos
O líquido, após revolvido, fica escuro como se fosse uma tinta preta e tem partículas em suspensão, mostrando que o composto está curado, pronto para uso.
A água não foi colorida pelo material colocado e ele se depositou no fundo do copo, indicando que o processo de compostagem ainda não terminou e deve-se esperar mais para se utilizar o composto.
Posted at 22:19 | Marcadores: HORTICULTURA ORGÂNICA | 0 Comments
fazendo a compostagem
Muitas pessoas acreditam que um bom composto é difícil de ser feito ou exige um grande espaço para ser produzido; outras acreditam que é sujo e atrai animais indesejáveis. Se for bem feito, nada disto será verdadeiro. Um composto pode ser produzido com pouco esforço e custos mínimos, trazendo grandes benefícios para o solo e as plantas. Mesmo em um pequeno quintal ou varanda, é possível preparar o composto e, desta forma, reduzir a produção de resíduos inclusive nas cidades. Por exemplo, com restos das podas de parques e jardins se produz um excelente composto para ser utilizado em hortas, na produção de mudas, ou para ser comercializado como adubo para plantas ornamentais. Desta forma, são obtidos dois ganhos ao mesmo tempo: com a produção do composto propriamente dita e um benefício indireto que é a redução de gastos de transporte e destinação do lixo orgânico produzido pela comunidade local.
Outro engano muito comum é mandar para a lata do lixo partes dos alimentos que poderiam ir para o prato: folhas de muitas hortaliças (como as da cenoura e da beterraba), talos, cascas e sementes são ricas fontes de fibra e de vitaminas e minerais fundamentais para o bom funcionamento do organismo. O que comprova que a melhoria da saúde tanto de famílias ricas ou pobres pode ser conseguida como medidas simples como o reaproveitamento integral de alimentos, e o desenvolvimento de bons hábitos de vida e nutrição.
Todos os restos de alimentos, estercos animais, aparas de grama, folhas, galhos, restos de culturas agrícolas, enfim, todo o material de origem animal ou vegetal pode entrar na produção do composto.
Contudo, existem alguns materiais que não devem ser usados na compostagem, que são:
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madeira tratada com pesticidas contra cupins ou envernizadas.
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vidro, metal, óleo, tinta, couro, plástico e papel, que além de não serem facilmente degradados pelos microorganismos, podem ser transformados através da reciclagem industrial ou serem reaproveitados em peças de artesanato.
A fabricação do composto imita este processo natural, porém com resultado mais rápido e controlado. A seguir, serão descritos os materiais e as etapas para a elaboração das pilhas de composto numa propriedade rural.
Materiais para fazer o composto
- Esterco de animais.
- Qualquer tipo de plantas, pastos, ervas, cascas, folhas verdes e secas
- Palhas
- Todas as sobras de cozinha que sejam de origem animal ou vegetal: sobras de comida, cascas de ovo, entre outros.
- Qualquer substância que seja parte de animais ou plantas: pêlos, lãs, couros, algas.
Observação: Quanto mais variados e mais picados (fragmentados) os componentes usados, melhor será a qualidade do composto e mais rápido o término do processo de compostagem.
Modo de preparo das pilhas de composto
Escolha do local: deve-se considerar a facilidade de acesso, a disponibilidade de água para molhar as pilhas, o solo deve possuir boa drenagem. Também é desejável montar as pilhas em locais sombreados e protegidos de ventos intensos, para evitar ressecamento.
Iniciar a construção da pilha colocando uma camada de material vegetal seco de aproximadamente 15 a 20 centímetros, com folhas, palhadas, troncos ou galhos picados, para que absorva o excesso de água e permita a circulação de ar.
Terminada a primeira camada, deve-se regá-la com água, evitando encharcamento e, a cada camada montada, deve-se umedecê-la para uma distribuição mais uniforme da água por toda a pilha.
Na segunda camada, deve-se colocar restos de verduras, grama e esterco. Se o esterco for de boi, pode-se colocar 5 centímetros e, se for de galinha, mais concentrado em nitrogênio, um pouco menos.
Novamente, deposita-se uma camada de 15 a 20 cm com material vegetal seco, seguida por outra camada de esterco e assim sucessivamente até que a pilha atinja a altura aproximada de 1,5 metros. A pilha deve Ter a parte superior quase plana para evitar a perda de calor e umidade, tomando-se o cuidado para evitar a formação de "poços de acumulação" das águas das chuvas.
Vale lembrar que durante a compostagem existe toda uma sequência de microorganismos que decompõem a matéria orgânica, até surgir o produto final, o húmus maduro. Todo este processo acontece em etapas, nas quais fungos, bactérias, protozoários, minhocas, besouros, lacraias, formigas e aranhas decompõem as fibras vegetais e tornam os nutrientes presentes na matéria orgânica disponíveis para as plantas.
Além disso, o processo da compostagem traz em si, outros resultados que favorecerão o posterior desenvolvimento das culturas agrícolas no campo, tais como:
- Diminuição do teor de fibras do material, o que no caso do composto que será incorporado ao solo evitará o fenômeno da "fixação do nitrogênio", que provoca a falta deste nutriente para a planta.
- Destruição do poder de germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas) e de organismos causadores de doenças (patógenos).
- Degradação de substâncias inibidoras do crescimento vegetal existente na palha in natura (não compostada).
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compostagem=adubo organico
1) Compostagem e Composto: definição e benefícios
A compostagem é o processo de transformação de materiais grosseiros, como palhada e estrume, em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura. Este processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de microorganismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono.
Por essa razão uma pilha de composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento. É um modo de fornecer as condições adequadas aos microorganismos para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas.

Composto orgânico pronto
para ser utilizado na lavoura
Mas, o que é exatamente o composto?
Dito de maneira científica, o composto é o resultado da degradação biológica da matéria orgânica, em presença de oxigênio do ar, sob condições controladas pelo homem. Os produtos do processo de decomposição são: gás carbônico, calor, água e a matéria orgânica "compostada".
O composto possui nutrientes minerais tais como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre que são assimilados em maior quantidade pelas raízes além de ferro, zinco, cobre, manganês, boro e outros que são absorvidos em quantidades menores e, por isto, denominados de micronutrientes. Quanto mais diversificados os materiais com os quais o composto é feito, maior será a variedade de nutrientes que poderá suprir. Os nutrientes do composto, ao contrário do que ocorre com os adubos sintéticos, são liberados lentamente, realizando a tão desejada "adubação de disponibilidade controlada". Em outras, palavras, fornecer composto às plantas é permitir que elas retirem os nutrientes de que precisam de acordo com as suas necessidades ao longo de um tempo maior do que teriam para aproveitar um adubo sintético e altamente solúvel, que é arrastado pelas águas das chuvas.
Outra importante contribuição do composto é que ele melhora a "saúde" do solo. A matéria orgânica compostada se liga às partículas (areia, limo e argila), formando pequenos grânulos que ajudam na retenção e drenagem da água e melhoram a aeração. Além disso, a presença de matéria orgânica no solo aumenta o número de minhocas, insetos e microorganismos desejáveis, o que reduz a incidência de doenças de plantas.

Cobertura de palha
Na agricultura agroecológica a compostagem tem como objetivo transformar a matéria vegetal muito fibrosa como palhada de cereais, capim já "passado", sabugo de milho, cascas de café e arroz, em dois tipos de composto : um para ser incorporado nos primeiros centímetros de solo e outro para ser lançado sobre o solo, como uma cobertura. Esta cobertura se chama "mulche" e influencia positivamente as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Dentro os benefícios proporcionados pela existência dessa cobertura morta no solo, destacam-se :
Dentro os benefícios proporcionados pela existência dessa cobertura morta no solo, destacam-se :
Estímulo ao desenvolvimento das raízes das plantas, que se tornam mais capazes de absorver água e nutrientes do solo.
Aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão.
Mantém estáveis a temperatura e os níveis de acidez do solo (pH).
Dificulta ou impede a germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas).
Ativa a vida do solo, favorecendo a reprodução de microorganismos benéficos às culturas agrícolas.
Preparar o composto de forma correta significa proporcionar aos organismos responsáveis pela degradação, condições favoráveis de desenvolvimento e reprodução, ou seja, a pilha de composto deve possuir resíduos orgânicos, umidade e oxigênio em condições adequadas.
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Microorganismos: Dando Vida ao Solo
Solo, ao contrário do que imagina a maioria das pessoas, não é apenas terra. No início da formação do planeta não existiam solos, mas sim imensos blocos de pedra e muita água.
Durante milhões de anos, o calor e o frio racharam a pedra; o vento e a água transformaram pedaços quebrados em areia grossa, areia fina e argila. Mas isso ainda não era solo, começou a ser quando apareceu a vida, na forma de microorganismos e depois de seres maiores.

Nascendo, crescendo e morrendo, esses microorganismos adicionaram matéria orgânica à terra, que passou a abrigar cada vez mais organismos. Estes, ao decompor a matéria orgânica, produziam ácidos que alteravam a areia e a argila, criando novas substâncias e transformando aquela massa inerte num corpo complexo e cheio de vida: o solo.
Essas transformações continuam até hoje. Por isso, existe sempre uma rocha embaixo do solo – a rocha-mãe. Não se percebe que o solo está sendo produzido porque o processo é muito lento: para formar apenas um centímetro de solo agrícola são necessários séculos.
De outra parte, os pequenos animais e vegetais do terreno são essenciais para a agricultura. Seu trabalho é variado: os pequenos canais, ou poros, feitos pelas minhocas, formigas, larvas e outros inúmeros insetos, servem para o ar circular e a água e as raízes das plantas penetrarem. 
Além disso, esses animais, ajudados por bactérias e fungos, trituram e decompõem a matéria orgânica, tornando seus nutrientes disponíveis para as raízes das plantas. Fazem mais: fabricam húmus, que torna o solo fofo e armazena água e nutrientes para as plantas. Os microorganismos produzem ainda substâncias que ajudam as culturas a crescer e se defenderem de pragas e doenças.
Em outras palavras, os microorganismos do solo são como uma usina transformadora: decompõem a matéria orgânica, produzindo ácidos que dissolvem os nutrientes do solo como fósforo e potássio. Até mesmo o nitrogênio é retirado do ar por bactérias e dado de graça às plantas pelos nossos "amigos invisíveis". Porém, para que tudo isso aconteça, é preciso que exista a matéria orgânica no chão na forma de "mulche" (cobertura morta).
Posted at 22:03 | Marcadores: HORTICULTURA ORGÂNICA | 0 Comments
composto orgânico
COMPOSTO ORGÂNICO
1 – Introdução
Trata-se de uma prática milenar que visa uma fertilidade orgânica duradoura tendo sido praticada por diversos povos, permitindo a produção sustentada de diversos cultivos ao longo de séculos, como por exemplo o arroz irrigado do extremo oriente. Nela aproveita-se tudo que é resíduo orgânico na fazenda para produzir o húmus de composto. Se observarmos a natureza podemos identificar nas grandes florestas, pequenas matas em formação ou mesmo um jardim em equilíbrio, a integração dos reinos, e observar o exemplo vivo do processo de compostagem que acontece diariamente. Todos os elementos que a compõe se integram a cada ciclo, e que imitamos quando fazemos o processo de compostagem. É também um grande exemplo de equilíbrio entre os elementos básicos que provêem a vida no planeta Terra: água, terra, ar e fogo ; se em algum momento algum destes elementos não estiverem em equilíbrio, o todo fica comprometido de forma desestruturadora.
O composto faz parte dos ciclos da vida do planeta : alimento colhido é processado – usado na alimentação – os resíduos são separados – estes resíduos são reprocessados nas pilhas do composto – o processo de compostagem os transforma e os estabiliza – o composto pronto é usado como adubo orgânico na produção de alimentos e novamente o alimento é colhido.
2 – Porque fazer compostagem?
Permite o melhor aproveitamento de restos orgânicos com relação C / N desbalanceada, que juntos aproximam-se de uma C/N desejada (de 25/1 )
Ø Desinfeta os materiais orgânicos de doenças, pragas e ervas daninhas.
Ø Afugenta ratos e camundongos, cobras.
Ø Permite acumular e multiplicar Matéria Orgânica para uma aplicação posterior e estratégica.
Ø Reduzem as perdas de nutrientes, disponíveis em resíduos subaproveitados.
3 - Qualidades do composto
Ø Fonte de lenta liberação de macro e micronutrientes como também de nutrientes orgânicos;
Ø Excelente estruturador do solo, favorecendo um rápido enraizamento, formando grumozidade;
Ø Aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão;
Ø Grande ativador da vida do solo, responsável por todos itens de um solo fértil;
Ø Permite o aumento do teor de Matéria Orgânica, aumentando também a capacidade de retenção de água no solo;
Ø Aumenta a saúde e a resistência das plantas, que são enfraquecidas por adubos minerais.
4 - Princípios da compostagem
A compostagem é uma seqüência de ações de microorganismos sobre a matéria orgânica, que a “digerem”. Este processo, desde o inicio até a maturação do composto, acontece em fases que podemos observar:
Ø Primeira fase (termófila e mesófila): atuam principalmente fungos, bactérias , actinomicetos, protozoários e miriápodes; nela se destaca o "cozimento" e a decomposição da celulose e hemicelulose; a lignina continua sendo decomposta e será modificada mais lentamente.
Ø Segunda fase (transformação): atuam principalmente, protozoários e minhocas; termina a decomposição de celulose, continua a de lignina e principia a síntese de ácidos húmicos.
Ø Terceira fase (amadurecimento): besouros, lacraias e formigas; a síntese e ressíntese de húmus é concluída e estabilizada. Para uma boa atuação, deve-se ter equilíbrio, de ar e umidade, suficiente calor e um PH propício.
5 - Matéria Prima
A principio todos os restos vegetais e animais podem ser aproveitados; deve-se evitar apenas dejetos humanos e de animais carnívoros. Todo material orgânico é fonte de energia e de nutrientes para os organismos decompositores, sendo necessário, portanto, sabermos avaliar cada qual nas suas características.
1- materiais de rápida oxidação : rápido aumento da temperatura da pilha - amido. açúcar, vitaminas e aminoácidos (materiais mais úmidos, mais ricos em nitrogênio).
2- materiais de lenta oxidação: hemicelulose, celulose, e principalmente lignina (materiais muito secos, ricos em carbono).
6-A relação C/N
Além do carbono, o principal elemento que caracteriza a matéria prima é o nitrogênio; sua presença em certo grau é uma garantia de que os outros elementos importantes, como enxofre(S), fósforo (P), cálcio (Ca) e magnésio (Mg), potássio (K) e micro nutrientes (Fe, Zn, Cu, Mo, B, Mn e Cl), também estão presentes num grau proporcional. Por isso, ao invés de fazermos uma análise dos teores de todos esses elementos, só nos interessa, na prática, o teor de nitrogênio em relação ao teor de carbono (relação C / N ). Materiais ricos em N terão C / N baixa; Materiais pobres em N terão C / N alta)
a) C / N ideal/média (25 a 30:1 ) nesta proporção os organismos decompositores tem o alimento balanceado não tendo que se desfazer de nenhum elemento para criar um equilíbrio.
b) C / N baixa (< 20:1) nesta proporção a decomposição equivale à podridão de um cadáver animal. O mau cheiro da podridão nada mais é do que a perda do excesso de N e S (cheiro amoniacal e sulfúreo). Para reduzir perdas pode se adicionar folhas e galhos secos, palhas ou serragem.
c) C / N muito alta (> 35:1 ) esta proporção constitui uma trava à franca atividade dos decompositores pela falta de N. O processo será lento e frio enquanto o excesso de C for dissipado. Para acelerar o processo basta acrescentar uma fonte rica em N( Esterco, cascas de frutas, folhas verdes).
7 - Estrutura do material
Material muito lenhoso (galhos, ramos, etc. ) não devem passar de 10% em volume. Caso contrário resultará numa pilha hiper-arejada e por isso muito seca. No caso ideal deixar os galhos de molho ou ainda usa-los para compor a cama de animais. Este material deve ser quebrado em pedaços com 5 a 12 cm de comprimento ( 1/2 palmo).
Material muito fino (borra de açude ou plantas aquáticas) devem ser pré-secas para não empastar a pilha, que ficará muito úmida.
8 - Umidade
Umidade ideal: 50 a 60%;
teste prático: o composto deve soltar água como uma esponja que já foi espremida antes
Umidade processual mínima : 40 a 45%;
Umidade para conservação: 12 a 15%
Obs.: Para manter a umidade ideal, deve-se cobrir a pilha com folhas ou qualquer tipo de palha, ou até plantar uma abóbora em volta dela. Na questão da umidade torna-se importantíssima a escolha de um bom local.
9 - Local apropriado:
Este deve ser protegido do vento, do sol e da chuva. Na sombra de uma árvore temos estas condições e ainda deixamos o resíduo da pilha para esta árvore. Por isso o pomar, é um ótimo local para se fazer uma rotação com as pilhas.
Num local coberto e com piso firme, temos as condições ideais que minimizam as perdas. Quando exposto a sol e chuva diretamente, o composto pode perder até metade de sua qualidade, devido à perda de nutrientes. Em regiões muito úmidas fazer a pilha ao nível do chão protegendo o local com um sulco escoador e escolhendo leve inclinação. Em regiões muito secas a pilha pode ser enterrada a um terço (50 a70 cm)
10 - Aeração
Ela é antagônica à umidade e deve ser bem dosada. Garante o bom suprimento de todo os seres decompositores com oxigênio, eliminando ainda o gás carbônico produzido. A maior ou menor aeração se consegue através do tamanho da matéria prima.
pedaços > 5cm = macroporosidade = aeróbia ()
pedaços < 5cm = microporosidade = anaeróbia ( condições de redução = silagem)
Para obter a macroporosidade - suficiente circulação de ar deve-se:
Ø iniciar a pilha sobre um colchão de galhos e palha;
Ø pequeno composto doméstico pode ser feito em caixas: furar todas as paredes;
Ø ao montar a pilha, é ideal misturar bem ou intercalar em camadas as partículas grossas e finas;
Ø nunca pisar ou socar a pilha;
Ø pode-se improvisar canais de aeração montando a pilha com bambu ou galhos de atravessado que são mexidos num certo intervalo de tempo;
11 - Temperatura
Ao longo do processo de compostagem, o corpo da pilha, ou melhor seu centro, passa pela seguintes etapas Caracterizadas pela variação da temperatura:
FASE l: médias e altas temperaturas, decomposição de celulose de amido e açúcares.
FASE 2: altas Temperaturas, decrescendo, decomposição de celulose.
FASE 3: temperaturas baixas, estabilização, ressíntese.
Num dimensionamento errado da pilha do composto, a temperatura pode ficar aquém ou além do desejável:
- largura da pilha < l m x altura < l m = pilha não se aquece e precisa de cobertura especial para acumular o calor.
- largura da pilha > 2,5m x altura > 1,5m = pilha aquece muito e predominam Microorganismos termofílicos, resultando num produto inferior.
12 - Prática da compostagem.
Coleta do material
Na coleta de material leve e seco deve-se maximizar o volume transportado, pois o peso pouco importa. Para tal, deve-se aumentar a capacidade de carga através de redes ou lonas. É sempre bom estocar matéria prima
Montagem da pilha ( inspirada no método indiano Indore)
A - Havendo pouco material a pilha é erguida somente numa ponta, para que sempre possa se atingir a altura ideal. ( que é igual à largura)
B - A mistura ideal contém restos de vegetais e esterco, adicionando-se algum pó de rocha (fosfato de rocha ou pó de basalto).
C - Havendo material mais grosso e palhoso, este deve passar alguns dias no estábulo antes de ir para a pilha.
D - Um pequeno bastão serve para se arejar a pilha entre as reviradas. Tal arejamento torna-se necessário quando há carência de material estrutural (galhos, palhadas grosseiras).
E - Em menos de uma semana a temperatura (60 a 70º C) chega ao máximo o que "cozinha", por assim dizer, os materiais estruturais (fibras, celulose) fazendo a pilha desmontar e cair a 1/3 do tamanho inicial.
É sempre interessante identificar as pilhas de composto com plaquetas que indiquem as pilhas que estão prontas e em processo e as plaquetas que indiquem as que estão sendo formadas, de forma que aquelas que já atingiram o tamanho ideal fiquem em processamento sem mais incorporação de nenhum material, e o material do dia disponível seja usado para formar uma nova pilha. Podemos também identificar nestas plaquetas a provável época de maturação e estabilização do composto que estará pronto para uso.
No produto final ocorre um equilíbrio entre tudo que foi usado, resultando num material sem moscas, levemente úmido e com cheiro de terra. A qualidade do composto depende da forma como ele é tratado, e se tivermos em mente que ele é um dinamizado natural, podemos ver formas de potencializá-lo. Podemos citar aqui, como exemplo, uma questão de aprofundamento sobre a atuação do composto quando aplicado no solo: podemos ampliar esta atuação para o tratamento dos males que acometem as plantas, principalmente os citros e bananeiras. Sabe-se que as doenças causadas pelos fungos e bactérias – os parasitas ocorrem mais facilmente em monoculturas e solos pobres em matéria orgânica, onde se encontram difundidos pela terra e pelo ar. No entanto, é possível fazer com que as culturas criem uma resistência a eles. Pode-se dizer que numa compostagem bem feita, os restos de frutos doentes não chegariam a contaminar o meio e a propagar-se como a princípio poderia se pensar; ao contrário, se converteria numa “informação dinamizada” para os tratamentos dos (males), desequilíbrios.
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TABELA:COMPOSIÇÃO DOS MATERIAIS PARA COMPOSTO ORGANICO
ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA AVALIAR A QUANTIDADE DE N DE UM MATERIAL:
Composição da Matéria Prima
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| plantas cultivadas | plantas nativas, de mata, campo ou cerrado |
| plantas verdes | plantas secas |
| plantas herbáceas | plantas arbustivas e arbóreas |
| folha, broto, flor e fruto (sementes) | haste, caule, ramo, galho, tronco e cascas |
| leguminosas e plantas aquáticas | demais famílias |
Obs.: quando só se tem material com menor quantidade de N pode-se compensar essa falta plantando bancos de leguminosas para servir de fonte de N. Desde que os animais aceitem o material com menor quantidade de N, ele também pode ser usado como cama do gado, cavalo ou ovelhas para absorver a urina, rica em N.
COMPOSIÇÃO DE ALGUNS MATERIAIS EMPREGADOS NO PREPARO DO COMPOSTO
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