CULTURA DA COUVE FLOR
Facilidade e Simplicidade no cultivo da COUVE-FLOR
A couve-flor (Brassica oleracea var. botrytis), hortaliça delicada e tenra, constitui saborosa iguaria quando bem preparada; é rica em sais de ferro e vitaminas B1 e G1, possuindo ainda, ponderáveis quantidades de sais de cálcio e vitaminas A e C. A couve-flor é uma inflorescência imatura túrgida que se desenvolve sobre um caule curto, constituindo uma cabeça de coloração branca ou creme que é muito sujeita a senescência. Ela deve ser colhida quando a cabeça alcançar o desenvolvimento típico da cultivar. Se passar do ponto a cabeça perde a compacidade e começa a abertura de flores. A couve-flor deve ser mantida com algumas folhas para sua proteção durante o transporte. Em ambientes favoráveis, a vida útil dessa hortaliça chega a duas semanas. A couve-flor é comercializada por cabeça (como acontece na maioria dos supermercados e sacolões) ou pode ser comercializada na forma minimamente processada: cabeça é cortada em pequenos floretes que são delicadamente acomodados em bandejas envoltas com plástico. Essa forma de comercialização vem crescendo, pois proporciona maior comodidade ao consumidor. Para começar a produção de couve-flor deve-se ficar atento a alguns detalhes, que são:
1 - Escolha da variedade
As cultivares de couve-flor tem exigências termoclimáticas muito específicas, sendo agrupadas conforme suas respostas à.temperatura, em termos de formação de cabeça. Existem variedades próprias para o inverno e verão, devendo-se ficar atento para o uso de sementes próprias para a época.
Para o verão são indicadas as seguintes cultivares: Piracicaba Precoce, Híbrido Verona AG- 134, Híbrido Verona AG-2, Jaraguá, Shiromaru 1, Shiromaru 2, Miyai, Bianca, Vega-I.
Para o inverno, as indicadas são: Teresópolis Gigante, Teresópolis Precoce, Híbrido Barcelona Ag-312 e Híbrido Florença Ag-314.
2 - Escolha do local
Para se ter uma boa produção, são necessários alguns cuidados na escolha do local onde será implantada a cultura. Produções consideradas altas são conseguidas em solos mais argilosos, com alto teor de matéria-orgânica, bem drenados, de alta fertilidade e acidez corrigida.
Poderá plantar-se couve-flor em rotação com outras culturas, desde que aquela área não tenha histórico de ocorrência de doenças que possam atacar a couve-flor. Essa rotação não deve ser feita com outra brássica, pois se estariam dando condições favoráveis à ocorrência de doenças na couve-flor.
3 – Correção da acidez
De posse da análise de solo da área, deve ser feita a correção om calcário (de preferência o dolomídico). Essa correção é importante porque a cultura não se desenvolve bem em solos ácidos: deve-se elevar o pH a níveis que variam de 6,0 – 6,8. Essa elevação do pH só é conseguida a partir da calagem, que proporciona melhor qualidade do produto e aumenta a produção.
4 - Preparo do solo e sua conservação
Para o preparo do terreno, primeiramente deve-se realizar uma aração, aplicar calcário e gradear, para se ter uma melhor incorporação do calcário no solo. Em terrenos com maiores declividades, devem-se adotar práticas de conservação de solo, por exemplo, curvas de nível.
5 – Produção de mudas
A produção de mudas pode ser feita em sementeiras, dispensando-se a repicagem, efetuando-se o transporte diretamente para o sulco de plantio. Na sementeira, misturar 2 (duas) partes de terra, 1 (uma) parte de esterco, acrescentando o adubo químico. Para cada 1.000 litros da mistura terra + esterco, acrescenta-se 10 kg de adubo
fórmula 4-14-8 ou equivalente. A semeadura nos canteiros deve ser feita em sulcos, distanciados entre si de 10 cm, com profundidade de semeadura de 1 cm. Modernamente, o método mais recomendado é o da formação de mudas em bandejas de isopor de 128 células, onde, em cada célula, é semeada uma única semente. Neste caso, emprega-se um substrato comercial que não contém solo, e é produzido à base de casca de Pinus ou eucalipto, vermiculita, casca de arroz carbonizada e outros componentes, aos quais se adiciona adubo mineral. Mudas de bandeja em geral estão prontas para o transplante de 28 a 25 dias após a semeadura.
Deve-se fazer a aplicação de micronutrientes, em especial Boro e Molibdênio, uma vez que sua deficiência causa distúrbios que comprometem o desenvolvimento da cultura. Os produtos comumente utilizados para suprir essas deficiências são o Bórax e o Molibdato de Sódio.
6 – Coveamento
As covas são abertas no espaçamento de 80 a 100 cm metro entre linhas e 50 cm entre covas da mesma linha.
7 – Plantio
As mudas são transportadas para o campo apresentarem 4 a 6 folhas definitivas. O transplante para o campo deve ser feito de preferência nas horas mais frescas do dia, irrigando-se logo após..
8 – Adubação
Quando de posse da análise de solo, realizar as adubações recomendadas por ela. Quando a análise de solo não puder ser realizada, podem-se seguir as seguintes indicações para adubação:
Adubação de plantio: aplicar 1 (um) litro de esterco galinha por cova ou 3(três) litros de esterco de curral. Juntamente com o esterco, aplicar 150g de adubo químico (4-14-8) e 2g de Bórax.
Adubação de cobertura: feita normalmente com Nitrocálcio, para fornecer Nitrogênio à planta. A primeira cobertura deve ser feita logo após o pegamento das mudas, sendo a segunda cobertura feita no início de formação da cabeça.
Aplicações de Boro e Molibdênio: após 30 dias do transplantio das mudas para o campo, pulverizar a cultura com com 250 g de Bórax + 100 g de Molibdato de sódio para cada 100 litros de água. Se houver sintomas de deficiência desses dois micronutrientes, deve-se repetir esta pulverização
NÃO SE DEVE APLICAR AGROTOXICOS SEM AS DEVIDAS PROTEÇÕES
9 – Tratos culturais
-Capinas: a cultura deve ficar isenta de plantas daninhas, para que não haja competição por luz, nutrientes, água e espaço.
-Controle de pragas e doenças. Verificar o nível de tolerância a insetos, especialmente à traça das crucíferas, não se aplicando inseticidas até que esse nível seja atingido. Quanto às doenças, o ideal é a sua prevenção, podendo-se utilizar fungicidas protetores que sejam registrados para a cultura.
-Irrigação: a couve-flor é muito exigente em água, devendo- se manter sempre o solo úmido, próximo à capacidade de campo. A falta de água causa má formação da cabeça.
-Proteção das cabeças: consiste em quebrar-se as folhas das plantas sobre as cabeças em início de formação; isso promoverá proteção das cabeças em desenvolvimento contra raios solares ação e elas desenvolverão coloração branca, que é a preferida pelo mercado.
10 – Colheita
A colheita é feita 2 a 3 vezes por semana, cortando-se a planta no pé, rente à cabeça, tomando o cuidado de deixar folhas laterais que servirão de proteção à cabeça durante o transporte. A colheita deve ser realizada quando a cabeça estiver branca e compacta, antes do aparecimento dos botões florais desenvolvidos, pois sua presença desvaloriza o produto. A classificação é feita pelo tamanho e pela qualidade de sua cabeça, sendo classificada em graúda, média e miúda. A comercialização é feita em engradados que pesam em média 18 quilos.
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Couve-flor Vira Lavoura Extensiva
SÃO PAULO - Legume tradicionalmente cultivado em hortas e pequenas áreas, a couve-flor ganhou tratamento de lavoura em Sorocaba (SP), onde a hortaliça disputa a ocupação das terras com cana-de-açúcar e milho. As plantações, irrigadas, sobem e descem encostas e margeiam estradas na zona rural.
A região é a segunda maior produtora da hortaliça no Estado (veja ao lado). Os dez principais produtores mantêm cerca de 200 hectares, permanentemente ocupados com a cultura. Entre eles, a família Sampaio, pioneira na produção intensiva de couve-flor. O agricultor Adilson Sampaio, de 63 anos, mantém uma produção contínua em 37 hectares. Por ano, colhe 2 milhões de unidades.
Ele iniciou a cultura em 1959, "quando pouca gente plantava couve-flor", diz. Sampaio se reveza com o filho Adilson Sampaio Júnior na lavoura. As mudas são produzidas em estufa e vão para o campo após 30 ou 40 dias de semeadas nos meses mais frios. No verão, o período é reduzido para até 25 dias.
O plantio é adensado, com 32 mil pés por hectare. A irrigação, sobretudo nas primeiras semanas, é indispensável. Pulverizadores tracionados por trator, semelhantes aos usados em grãos, são usados no tratamento fitossanitário, que inclui o combate à traça das crucíferas, uma praga nova na região.
Rotação - A rotação de culturas é obrigatória: após a colheita, plantam milho ou trigo na mesma área. É a forma de evitar doenças e pragas, como um nematóide que ataca a raiz. No inverno, a couve-flor é colhida de 80 a 100 dias após o plantio. No verão, a planta fica no ponto de colheita mais rápido, entre 50 e 70 dias. "É uma época difícil de produzir, pois há mais fungos." As variedades são próprias para cada época do ano.
Sampaio Júnior explica que há um descarte de até 80% das mudas, em razão de plantas que não se formam bem ou não produzem a flor. O padrão é uma planta com inflorescência (o conjunto de flores que formam a "cabeça" da couve-flor) com peso médio de 1 quilo.
A colheita é manual e as cabeças, envolvidas nas folhas ainda verdes, são colocadas em caixas. A carga viaja de caminhão para a Ceagesp, na capital, e o Ceasa de Sorocaba, além de outros clientes, como indústrias de processamento de legumes.
351 - mil engradados com 30 cabeças de couve-flor foi a colheita de 2007 da região de Sorocaba, a segunda maior produtora do Estado
388 - mil engradados com 30 cabeças de couve-flor foi a produção da região de Mogi das Cruzes, a principal de SP, segundo o IEA-Apta
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couve-flor na alimentação
Couve-flor é ideal para ser consumida na primavera Bonita, nutritiva e pouco calórica, a couve-flor é uma maneira saborosa de prevenir doenças

O verão já está batendo na porta da cozinha e quem entra é a couve-flor. Uma hortaliça que, além de bonita, é versátil, saborosa, nutritiva e cada cem gramas possui, apenas, 33 calorias. Para a nutricionista Thaís Coutinho essa característica a torna indispensável no cardápio de quem quer emagrecer.
Mas não é só o baixo teor calórico que se apresenta como vantagem, não. A couve-flor é rica em cálcio, ferro, folatos e vitaminas C e do complexo B. "Esses minerais atuam na formação dos ossos, dos dentes e do sangue. Já as vitaminas, ajudam na prevenção de problemas de pele, do aparelho digestivo e evita a queda de cabelo"
. Além disso, é uma hortaliça de fácil digestão, ajuda a neutralizar a acidez do estômago e é indicada também, contra prisão de ventre.
E se você acha que só a parte branca, que lembra uma flor, pode ser consumida, engana-se. Thaís revela que as folhas verdes combatem a anemia. Trabalhando com verduras, legumes e hortaliças há 13 anos, Euclides Marques Jr. (foto abaixo) ensina que a folha pode ser usada no lugar da couve. "É igual a folha do brócolis, você pode fazer igual a couve que fica muito gostoso e é nutritivo"
, diz.
Safra encontrada o ano inteiro
Segundo Euclides, com as inovações do plantio, a couve-flor dá o ano inteiro, mas a melhor safra é mesmo no período de maio a setembro. "Na época das águas que começa no finalzinho de setembro, ela começa a 'melar' e há uma perda muito grande nesse período"
. Isso acontece porque a água penetra na couve-flor e dão manchas amareladas. A dica de Euclides para os produtores, é colher na parte da tarde, porque "a possibilidade de dar manchas é mínima"
, garante.
Thaís ensina que na hora de comprar o ideal é escolher as de cabeça compacta, de cor branca ou creme e sem folhas escuras. Se for conservada na geladeira, resiste de três a sete dias, mas é preciso remover as partes escuras e as folhas. Como é um alimento que estraga com facilidade, a nutricionista aconselha comprar apenas o necessário para o consumo.
A couve-flor permite muitas variações de preparo. Além da tradicional salada, Thaís comenta que ela pode ser feita à milanesa, com molhos, gratinada e na forma de tortas. Euclides acrescenta que, para saladas, a couve-flor roxa fica muito saborosa.
"É uma inseminação de sementes que muda a cor da hortaliça, mas o sabor é o mesmo. O pessoal gosta de usar em saladas porque, assim como o repolho roxo, ela solta uma tinta roxa que deixa o prato muito bonito e colorido"
, diz.
E mesmo depois de saber de todas as vantagens você ainda está resistindo a acrescentar a couve-flor ao cardápio por causa dos incômodos gases que a hortaliça provoca, Thaís tem a solução: "Basta cozinhá-la no vapor que vai evitar o aparecimento de gases e ajudar a evitar a perda do sabor e, principalmente, dos nutrientes"
.
Posted at 21:32 | Marcadores: COUVE-FLOR | 0 Comments
Normas para comercialização da couve-flor
A coue-flor, Brassica oleracea var. botrytis, pertece a uma das maiores famílias das espécies hortícolas: as Brássicas, (repolho, couve-comum, mostarda, brócolos, couve-de-bruxelas, couve-chinesa, couve-rábano, nabo, agrião d'agua, rabanete, rábano e rúcula). Originária da Costa do Mediterrâneo, espalhou-se pela Europa, no início do século XVII. No Brasil sua introdução se deu com a vinda dos primeiros imigrantes italianos, Pode ser produzida durante todo o ano, em praticamente todo o terrirritório nacional, graças aos programas de melhoramento, genético, que produziram cultivares e híbridos de alta qualidade, não só adaptados às condições normais de cultivo, mas principalmente à alta temperatura e às condições tropicais.
As maiores regiões produtoras são: Ibiúna, Porto Feliz, Itatiba, Jarinú e Sorocaba em São Paulo; Carandaí e Barbacena em Minas Gerais; São José dos Pinhais, Colombo e Londrina no Paraná; Caxias do Sul no Rio Grande do Sul, Teresópolis no Rio de Janeiro, Venda Nova dos Imigrantes no Espirito Santo e Jaguaquara na Bahia.
Pela variação, sazonal das entradas e preços na CEAGESP, observa-se que os meses de maio a outubro apresentam a maior oferta, e os maiores preços ocorrem nos meses de janeiro a abril. A couve-flor é uma hortaliça que pode ser, consumida de várias formas, compondo pratos quentes e frios, e suas características nutracêuticas incentivam o seu consumo. A couve-flor contém elevados teores de vitamina A, beta-caroteno, cálcio, fósforo, proteínas e vitamina C, superando os teores de vitamina C dos citros.
A adoção das normas de classificação aprovadas pela Câmara Setorial de Hortaliças, Cebola e Alho, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento, dentro do Programa Paulista para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros, garantem a transparência e a confiabilidade na comercialização, sem as quais é impossível a adoção de métodos modernos de comerciatização e a destinação de cada lote para o seu melhor nicho de mercado. A necessidade nacional de uma linguagem de qualidade única e mensurável transformou, por solicitação dos produtores dos outros estados brasileiros, o Programa Paulista em Programa Brasileiro, que conta com o apoio da Sociedade de Olericultura do Brasil, que congrega especialistas de todo o Brasil.
Com a adoção da classificação, a couve-flor entra no século XXI preparada para competir.
Sucesso, na couve-flor.
1. Alcance
Esta norma tem por objetivo definir as características de identidade, qualidade, acondicionamento, embalagem, rotulagem, base para a codificação, e apresentação da couve flor destinada ao mercado " in natura", devendo seguí-la todo membro da cadeia agro-industrial do produto que aderir ao Programa Brasileiro para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortiganjeiros.
2. Couve Flor
Couve-flor é a inflorescência da espécie Brassica oleracea L. var. botrytis L.
3. Definições Gerais
Características da cultivar: conjunto de características que permitem identificar um grupo de indivíduos como único e ao mesmo tempo os tornam diferentes dos demais da espécie e subespécie Brassica oleracea L. var. botrytis L.
Maior Diâmetro da Cabeça: medida entre os dois pontos mais distantes da circunferência aproximada da projeção da inflorescência da couve flor.
Coloração: tonalidade da cabeça (inflorescência), variando do branco ao amarelo intenso.
Limpo: cabeça (inflorescência) praticamente livre de terra ou outra matéria estranha.
Lote : conjunto de unidades de comercialização portadoras do mesmo rótulo.
4. Defeito
Toda e qualquer lesão, causada por fatores de natureza fisiológica, fitossanitária, mecânica ou por agentes diversos, que venha a comprometer a qualidade e a apresentação da couve flor.
4.1 Defeitos Graves
Podridão: processo microbiológico que cause qualquer grau de decomposição, desintegração ou fermentação dos tecidos, inclusive os de origem nutricional.
Dano Profundo : qualquer lesão, de origem mecânica, patológica ou entomológica, que atinja a inflorescência a mais de 3 mm de profundidade, ou menos do que 3 mm mas atinja uma área maior do que 10 cm2.
Passada: inflorescência em avançado estádio de maturação e senescência, caracterizada pela perda de compactação.
Impurezas: qualquer presença de material estranho (terra, organismos vivos macroscópicos, resíduos e etc.).
Outros Graves:
1) Peluda: caracterizada pela abertura das flores da cabeça, dando uma aparência semelhante a pêlos.
2) Mancha Vinho: manchas rosadas, lembrando muito a cor de vinho sobre a inflorescência de couve flor.
3) Folha na Cabeça: emergência de folhas na parte interna da inflorescência.
4.2 Defeitos Leves:
Deformação: qualquer desvio da forma característica da inflorescência.
Dano Superficial: qualquer lesão, não importando a origem, com menos de 3 mm de profundidade e área menor do que 10 cm2.
Rasa: falta de convexidade da cabeça.
5. Cores
§ Branca
§ Verde
§ Roxa
6. Classificação
A couve flor será classificada em:
Cor: de acordo com a cor da inflorescência. A cor deverá ser citada no rótulo e não será permitida uma mistura de mais de 10% de cabeças fora da cor especificada.
Classe: de acordo com o diâmetro da cabeça.
Tipo ou categoria: relacionado à qualidade das inflorescências, ou seja, a quantidade de defeitos (graves e/ou leves) presentes no lote, e à sua coloração.
6.1 Classes ou Diâmetros
As couves flores se classificam por calibres ou classes, determinados pelo maior diâmetro transversal medido em milímetros (mm).
Classes | Diâmetros (em mm) | |
No | Mínimo | Máximo |
1 | 100 | |
2 | >100 | 130 |
3 | >130 | 150 |
4 | >150 | 170 |
5 | >170 | 190 |
6 | >190 | 210 |
7 | >210 | 230 |
8 | >230 | |
Serão toleradas misturas de até 10% no número de inflorescências pertencentes à classe imediatamente inferior ou superior à da classe mencionada no rótulo.
Poderá ser dada ao vendedor a opção da venda de duas classes consecutivas no mesmo lote, desde que com a concordância do comprador e estipulada no rótulo. Valendo a tolerância de 10% de cabeças fora das duas classes mencionadas.
6.2 Tipos ou Categorias
Tabela de Determinação de Tipo ou Categoria da Couve Flor - Tolerâncias em Porcentagem
Extra | Categoria I | Categoria II | Categoria III | |
Defeitos Graves | ||||
Podridão | 0 | 1 | 2 | 5 |
Dano Profundo | 0 | 1 | 5 | 20 |
Impurezas | 0 | 2 | 10 | 50 |
Passada | 0 | 0 | 5 | 20 |
Outros Graves | 0 | 1 | 10 | 50 |
Total Graves | 0 | 2 | 10 | 50 |
Defeitos Leves | 2 | 10 | 20 | 100 |
Total de Defeitos | 2 | 10 | 20 | 100 |
Cores | ||||
Branca | 100 | 100 | 100 | 100 |
Creme | 0 | 100 | 100 | 100 |
Amarela | 0 | 0 | 0 | 100 |
7. Requisitos Gerais:
· As couves flores devem apresentar as características da cultivar bem definidas, serem sãs, inteiras, limpas e livres de umidade externa anormal.
· O lote de couve flor que não atender os requisitos referentes à categoria prevista no respectivo rótulo deve ser identificado, e pode ser:
1. Comercializado, desde que perfeitamente reidentificado em local de destaque e de fácil visualização.
2. Rebeneficiado, desdobrado, reembalado, reetiquetado e reclassificado, para efeito de enquadramento na Norma.
3. Não se autorizará o rebeneficiamento ou reclassificação dos lotes de couve flor que apresentarem índices de podridões acima de 5% (cinco por cento).
· A determinação da porcentagem se efetua sobre o total da amostra extraída, realizando-se o cálculo com base no número de inflorescências amostradas.
· Quando forem encontradas cabeças com defeitos graves e leves, considera-se o mais grave. Quando só existirem defeitos leves, será realizada a somatória dos defeitos.
· As inflorescências deverão estar livres de substâncias tóxicas nocivas à saúde humana acima do limite pré-estabelecido pelas legislações correlatas.
· No caso da Categoria III, o comprador poderá exigir do vendedor do lote a discriminação dos defeitos que enquadraram o lote nestas categorias.
· O comprador tem um prazo de 24 horas para contestar a classificação. Os casos pendentes deverão ser resolvidos por agentes previamente designados pelas partes para estes casos.
· Os produtos retirados para a amostra devem ser devolvidos ao lote depois de realizada a mesma
8. Amostragem:
A tomada da amostra no lote, será feita de acordo com o Regulamento MERCOSUL específico para amostragem. No entanto, até que o mesmo seja definido, a amostragem será feita de acordo com o estabelecido na tabela abaixo.
Determinação do Tamanho de Amostra de Trabalho
N.º de Unidades que Compõem o Lote | N.º Mínimos de Unidades a Amostrar |
001 a 010 | 01 unidade |
011 a 100 | 02 unidades |
101 a 300 | 04 unidades |
301 a 500 | 05 unidades |
501 a 10.000 | 1% do lote |
mais de 10.000 | raiz quadrada do n.º de unidades do lote |
8.1 Obtenção da amostra de trabalho
1. No caso de se obter um número de unidade entre 1 e 4, homogeneiza-se o conteúdo das embalagens e extrai-se 100 (cem) cabeças ao acaso para constituírem-se na amostra a ser analisada.
2. Quando tratar-se de produto a granel, comercializado no varejo, retira-se 100 (cem) cabeças ao acaso, para constituir a amostra do trabalho.
3. Quando o lote for inferior a 100 (cem) cabeças, o próprio lote constituir-se-á na amostra a ser analisada. E neste caso, a determinação dos percentuais de defeitos será feita pelo número de inflorescências.
9. Embalagens
As embalagens para couve flor devem seguir os seguintes requisitos:
1) As dimensões devem permitir a paletização, ou seja, serem sub múltiplos do Palete Padrão Brasileiro (PBR) de 1,00 m por 1,20 m. No caso do uso de embalagens individuais estas devem estar acondicionadas em embalagens com estas condições.
2) As embalagens podem ser retornáveis ou descartáveis
3) A embalagem retornável deve permitir a limpeza e desinfecção a cada utilização
4) A embalagem descartável deve ser reciclável e/ou deve permitir a incineração limpa.
5) Torna-se obrigatória a rotulagem de acordo com o Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados de que trata a Resolução MERCOSUL no 36/93, aprovada pela Portaria SVS/MS no 42/98 e Portaria MAA no 371/97.
6) Todas as embalagens devem estar de acordo com as disposições das normas sanitárias.
10. Rotulagem
As embalagens deverão ser rotuladas em local de fácil visualização com os seguintes itens:
§ Nome do Produtor ou Beneficiador
§ Endereço
§ Município
§ No. Registro no MAA
§ No. de Inscrição do Produtor ou CGC do Beneficiador
§ Grupo/Variedade:
§ Classe ou Calibre
§ Tipo ou Categoria
§ Peso Líquido
§ Data de Embalagem
§ Código de Barras (opcional)
O rótulo deverá ainda obedecer as legislações do IPEM, INMETRO E LEI DE DEFESA DO CONSUMIDOR.
10.1 Normas para Rotulagem
Entende-se por rotulagem ou marcação a identificação impressa, gravada ou afixada sobre o produto ou sua embalagem.
A rotulagem ou marcação de volume objetiva facilitar a identificação e movimentação desses produtos.
Não será permitido o emprego de dizeres, gravuras ou desenhos que induzam à erro ou equívoco quanto à origem geográfica, qualidade e quantidade dos produtos.
A indicação quantitativa deve constar da vista principal da embalagem, constituindo item distinto, destacado das demais inscrições e impresso em cor contrastante com a do fundo do invólucro ou envoltório.
A altura mínima dos caracteres alfanuméricos das indicações quantitativas das mercadorias pré-medidas devem estar de acordo com a tabela.
A determinação da área da vista principal deve ser efetuada através da multiplicação da maior dimensão de largura pela maior altura da embalagem, incluindo a tampa.
Altura mínima dos caracteres alfanuméricos em função da área da vista principal.
Área da vista principal (cm2) | Altura mínima dos números e letras (mm) |
Menor ou igual a 10 | 1.0 |
Maior que 10 menor que 40 | 2.0 |
Maior que 40 e menor que 170 | 3.0 |
Maior que 170 e menor que 650 | 4.5 |
Maior que 650 e menor que 2600 | 6.0 |
Igual ou maior que 2600 | 10.0 |
11. Acondicionamento e Transporte:
· As couves flores deverão ser embaladas em locais cobertos, secos, limpos e ventilados, com dimensões de acordo com os volumes a serem acondicionados e de fácil higienização, a fim de evitar efeitos prejudiciais à qualidade e conservação dos mesmos.
· O transporte deve assegurar uma conservação adequada ao produto.
12. Fraude
Será considerada fraude toda alteração dolosa de qualquer ordem ou natureza praticada na classificação, na embalagem, no acondicionamento, no transporte, bem como nos documentos de qualidade do produto.
RÓTULO
Posted at 21:23 | Marcadores: COUVE-FLOR | 0 Comments
classificação comercial para couve flor
TIPO OU CATEGORIA
| Categoria | Extra | I | II | III |
| Defeitos Graves | Limite de Tolerância de Defeitos (%) | |||
| Podridão | 0 | 1 | 2 | 5 |
| Dano Profundo | 0 | 1 | 5 | 20 |
| Impurezas | 0 | 2 | 10 | 50 |
| Passada | 0 | 0 | 5 | 20 |
| Outros Graves | 0 | 1 | 10 | 50 |
| Total Graves | 0 | 2 | 10 | 50 |
| Total Leves | 2 | 10 | 20 | 100 |
| TotalGeral | 2 | 10 | 20 | 100 |
Caracterização da tonalidade da coloração (%) | ||||
| Branca | 100 | 100 | 100 | 100 |
| Creme | 0 | 100 | 100 | 100 |
| Amarela | 0 | 0 | 0 | 100 |
DEFEITOS LEVES
Deformação | Dano Superficial |
Rasa | |
OUTROS GRAVES
Folha na Cabeça | Peluda |
Mancha Vinho | |
DEFEITOS GRAVES
Podridão | Dano Profundo |
Impurezas | Passada |
TONALIDADES DE COLORAÇÃO
![]() | ![]() |
Branca | Amarela |
![]() | |
Creme | |
CLASSE OU DIÂMETRO DA CABEÇA
Classe
Maior Diâmetro Transversal em mm
1
menor que 100
2
maior ou igual a 100
menor que 130
3
maior ou igual a 130
menor que 150
4
maior ou igual a 150
menor que 170
5
maior ou igual a 170
menor que 190
6
maior ou igual a 190
menor que 210
7
maior ou igual a 210
menor que 230
8
maior ou igual a 230
Posted at 21:20 | Marcadores: COUVE-FLOR | 0 Comments
dicas sobre couve flor
Couve-flor Benefícios: Inconvenientes: Alguns historiadores acreditam que a couve-flor é cultivada no Oriente Médio desde a antiguidade e que a partir do século XII sua cultura começou a se expandir para outras partes do mundo. A couve-flor é rica em nutrientes, especialmente vitamina C e folato. Uma xícara contém mais do que a RDA (Ingestão Dietética Recomendada) de vitamina C, 1/3 da RDA de folato e boas quantidades de potássio e vitamina B6. Contém, ainda, bioflavonóides, indóis e outras substâncias químicas que protegem contra o câncer. Nutritiva, rica em fibras e pobre em calorias (25 calorias poe xícara), a couve-flor é a refeição ideal para quem se preocupa com o peso. Crua, possui mais folato do que cozida (80% da vitamina B é perdida no cozimento). Para reter o sabor e reduzir a perda de nutriente, cozinhe a couve-flor no vapor ou ferva-a rapidamente. Cozida demais, ela fica mole e libera compostos sulfurosos, ganhando odor desagradável e sabor amargo. Cozinhar couve-flor em panela sem tampa ajuda a dispersar esses compostos. Outra dica é não cozinhar a couve-flor em panelas de alumínio ou ferro para evitar que perca a cor. Ao comprar couve-flor, escolha a que estiver firme, compacta. Se estiver fresca, suas folhas estarão tenras e verdes com as flores bem brancas.

- Excelente fonte de vitamina C.
- Boa fonte de folato e potássio.
- Possui poucas calorias e muitas fibras.
- É mais cara do que outros vegetais de semelhante teor nutricional.
- Pode causar flatulência.
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Posted at 21:18 | Marcadores: COUVE-FLOR | 0 Comments
couve flor, valor nutricional
| Couve-flor cozida | |
| Quantidade | 1 xícara |
| Água (%) | 93 |
| Calorias | 30 |
| Proteína (g) | 2 |
| Gordura (g) | Traços |
| Ácido Graxo Saturado (g) | Traços |
| Ácido Graxo Monoinsaturado (g) | Traços |
| Ácido Graxo Poliinsaturado (g) | 0,1 |
| Colesterol (mg) | 0 |
| Carboidrato (g) | 6 |
| Cálcio (mg) | 34 |
| Fósforo (mg) | 44 |
| Ferro (mg) | 0,5 |
| Potássio (mg) | 404 |
| Sódio (mg) | 8 |
| Vitamina A (UI) | 20 |
| Vitamina A (Retinol Equivalente) | 2 |
| Tiamina (mg) | 0,08 |
| Riboflavina (mg) | 0,07 |
| Niacina (mg) | 0,7 |
| Ácido Ascórbico (mg) | 69 |
Posted at 21:15 | Marcadores: COUVE-FLOR | 0 Comments
curiosidades sobre couve flor

Alguns historiadores acreditam que a couve-flor é cultivada no Oriente Médio desde a Antiguidade e que a partir do século XII sua cultura começou a se expandir para outras partes do mundo.
A couve-flor é rica em nutrientes, especialmente vitamina C e folato. Uma xícara contém mais do que a RDA (Ingestão Dietética Recomendada) de vitamina C, um terço da RDA de folato e boas quantidades de potássio e vitamina B6. Contém, ainda, bioflavonóides, indóis e outras substâncias químicas, que protegem contra o câncer.
Nutritiva, rica em fibras e pobre em calorias (25 calorias por xícara), a couve-flor é a refeição ideal para quem se preocupa com o peso. Crua possui mais folato do que cozida (80% da vitamina B é perdida no cozimento).
Para reter o sabor e reduzir a perda de nutrientes, cozinhe a couve-flor no vapor ou ferva rapidamente. Cozida demais, ela fica mole e libera compostos sulfurosos, ganhando odor desagrdável e sabor amargo. Cozinhar couve-flor em panela sem tampa ajuda a dispensar estes compostos. Outra dica é não cozinhar a couve-flor em panelas de alumínio ou ferro para evitar que perca a cor.
Ao comprar couve-flor, escolha a que estiver firme, compacta. Se estiver fresca, suas folhas estarão tenras e verdes com as flores bem brancas.
A couve flor:
como bem diz o nome, é a florescência (ou seja, o conjunto de flores) de um tipo especial de couve. Essas flores, bem unidas e com um aspecto granulado, estão rodeadas de folhas e têm uma cor entre o branco e o creme.
Escolha uma couve-flor bem redonda, sem espaço entre os buquês. As flores devem ser de cor branca ou creme, e as folhas, verdes. Não compre uma couve-flor manchada ou com marcas de insetos. Quando tem uma forma muito achatada, a couve-flor tende a se desmanchar durante o cozimento.
A couve-flor é bastante rica em sais minerais, principalmente cálcio, fósforo, sódio e potássio e possui uma quantidade razoável de vitamina A. Além disso, não tem gorduras, sendo indicada para regimes de emagrecimento.
Retire as folhas, coloque as flores em saco plástico e guarde na gaveta da geladeira reservada para frutas e hortaliças. Dessa . maneira, a couve-flor se conservará bem durante 5 dias. Para guardá-la por mais tempo, é preciso congelá-la.
Para ser consumida, a couve-flor sempre deve ser cozida. Depois, pode ser dourada na manteiga, empanada ou assada, Para cozinhar, coloque água numa panela e acrescente sal a gosto. Quando a água levantar fervura, junte a couve-flor, diminua o fogo, tampe e deixe cozinhar. Quando cozida inteira, leva de 25 a 30 minutos para ficar pronta. Se está separada em buquês, demora entre 15 e 20 minutos.
Posted at 21:14 | Marcadores: COUVE-FLOR | 0 Comments
couve-flor,plantas que curam
Brócolis e couve-flor reduzem risco de câncer de próstata agressivo
Publicado no Journal of the National Cancer Institute, estudo prospectivo sobre o risco de câncer de próstata e o consumo de frutas e vegetais mostra que o consumo regular de brócolis e couve-flor pode estar associado a uma redução do risco de câncer de próstata agressivo, particularmente de doença extra-prostática.
A pesquisa avaliou a associação entre o câncer de próstata e o consumo de frutas e vegetais em 1338 pacientes com câncer de próstata. A seleção desses pacientes foi feita entre 29361 homens em uma triagem clínica randomizada para câncer de próstata, pulmão, câncer colorretal e câncer de ovário. Os participantes responderam questionários sobre hábitos alimentares e fatores de risco gerais para câncer de próstata.
O consumo de frutas e vegetais não foi relacionado ao risco geral de desenvolver câncer de próstata, entretanto o risco para tumores de próstata em estágio III ou IV diminuiu com o aumento da ingestão de vegetais, principalmente brócolis e couve-flor. Uma porção semanal de couve-flor foi associada a uma queda de 52% no risco de desenvolver a forma agressiva da doença. A mesma quantidade de brócolis levou a uma queda de 45% nesse risco.
Foram encontradas algumas evidências de que o risco de câncer de próstata agressivo diminui também com o aumento do consumo de espinafre, mas estes achados não são estatisticamente significativos.
O presente estudo apresentou algumas limitações: indivíduos que ingerem frutas e vegetais em maior quantidade geralmente são os mesmos que têm o hábito de praticar atividade física regular, não fumar, possuindo estilo de vida mais saudável do que aqueles que ingerem menos frutas e vegetais. Estas associações podem confundir a interpretação dos resultados da pesquisa.
Posted at 21:10 | Marcadores: COUVE-FLOR | 0 Comments
Receitas com couve-flor
Brócolis e couve-flor ao pesto

Ingredientes:
1 couve-flor pequena
60 g de queijo pecorino ou de cabra fresco
2 maços pequenos de manjericão
1 limão
2 dentes de alho
400 g de brócolis
7 colheres (sopa) de azeite de oliva
5 nozes
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo:
Separe as flores da couve-flor e do brócolis e elimine os talos. Coloque bastante água com sal para ferver, junte os legumes e cozinhe por 5 minutos, ou até ficarem ¿al dente¿. Escorra e deixe amornar. Pique as nozes com o alho, junte o queijo esmigalhado com um garfo, o manjericão lavado e picado grosseiramente, sal e pimenta-do-reino. Junte, aos poucos, o azeite de oliva e misture. Distribua o brócolis e a couve-flor, alternadamente, em uma travessa aquecida. Despeje por cima algumas colheradas do molho e coloque o restante em uma molheira. Decore com manjericão e fatias de limão. Sirva morno.
Fonte: Revista Água na Boca
Categoria:
Acompanhamentos
Esta receita:
é vegetariana
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
25 min
Rendimento:
4 porções
Costela de porco com purê de couve-flor

Ingredientes:
750g de costela de porco
2 xícaras (chá) de óleo de soja para fritar
1 couve-flor pequena (flores dos talos macios)
8 colheres (sopa) de azeite de oliva
10 colheres (sopa) de creme de leite fresco
3 coleres (sopa) de mostarda
sal e pimenta-do-reino na hora a gosto
Modo de Preparo:
Tempere as costeletas de porco com o sal e a pimenta-do-reino. Em seguida, frite-as no óleo bem quente, até dourar. Retire do fogo e disponha as costeletas sobre toalha de papel. Coloque a couve-flor numa panela com 1 litro de água fervente e sal. Cozinhe por 7 minutos, ou até ficar macia. Retire do fogo, escorra a água e bata a couve-flor no liquidificador com 3 colheres (sopa) de azeite de oliva e 8 colheres (sopa) de creme de leite. Acerte o sal e reserve. Aqueça o purê novamente no momento de servir. Bata no liquidificador a mostarda com o creme de leite restante. Sem parar de bater, adicione o restante do azeite (lentamente) e continue a bater até obter uma emulsão. Sirva com as costeletas e o purê de couve-flor. Decore com pimenta-rosa.
Revista Menu
Categoria:
Acompanhamentos
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
40 min.
Rendimento:
4 porções
Couve-flor ao creme

Ingredientes:
4 couves-flores pequenas (unidades individuais) limpas
sal a gosto
creme
3 xícaras (chá) de leite
1 colher (chá) de cúrcuma em pó
1 xícara (chá) de ricota picada
4 ovos
1 cebola média
2 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão em lascas
sal e pimenta-do-reino branca a gosto
Modo de Preparo:
Coloque numa panela grande 3 litros de água e sal e leve ao fogo por 20 minutos, ou até ferver. Junte a couve-flor e deixe por 15 minutos. Retire e reserve. Ligue o forno à temperatura média. Creme: coloque no liquidificador o leite, a cúrcuma, a ricota, os ovos e o sal. Bata por 4 minutos, ou até obter um creme. Reserve. Descasque a cebola, lave e rale. Em uma panela refogue a cebola na manteiga por 2 minutos, ou até a cebola murchar, sem parar de mexer. Polvilhe a farinha de trigo e mexa sem parar por 1 minuto, ou até dourar. Despeje aos poucos, o creme batido, sem parar de mexer, e cozinhe por mais 8 minutos, ou até encorpar um pouco. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Retire do fogo e reserve. Disponha a couve-flor em uma assadeira e coloque o creme sobre a couve-flor, abrindo as flores com cuidado para o creme penetrar. Polvilhe o queijo parmesão e leve ao forno por 45 minutos, ou até dourar.
Fonte: Revista Água na Boca
Categoria:
Acompanhamentos
Esta receita:
é vegetariana
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
1 hora e 5 min + o tempo de forno
Rendimento:
4 porções
Couve-flor com creme de iogurte e açafrão

Ingredientes:
1 couve-flor grande e limpa
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 xícaras (chá) de iogurte natural
4 colheres (sopa) de cebolinha verde picada
1 colher (café) de açafrão em pó
sal a gosto cheiro-verde para decorar
Modo de Preparo:
Coloque a couve-flor em uma panela com 1,5 litro de água, ou o suficiente para cobrir as flores. Leve ao fogo e deixe cozinhar até ficar macia, mas inteira. Em seguida, transfira a couve-flor para uma tigela com água fria por 5 minutos, para interromper o cozimento. Disponha as flores em um refratário e regue com o azeite, misturado com um pouco de sal. Reserve. Coloque no liquidificador o iogurte, a cebolinha e o açafrão. Bata por 2 minutos, ou até ficar homogêneo. Retire do liquidificador, acerte o sal e cubra a couve-flor com o molho preparado. Se preferir, decore com cheiro-verde picado.
Dicas:
Para evitar a descoloração da couve-flor, coloque-a em uma tigela com água fria e 1 colher (sopa) de vinagre de vinho branco antes de levá-la ao fogo. Os talos da couve-flor podem ser usados em sopas ou refogados.
Para a couve-flor ficar mais branca, basta adicionar um pouco de leite à água do cozimento.
Fonte: Revista Água na Boca
Categoria:
Acompanhamentos
Esta receita:
é vegetariana
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
30 min
Rendimento:
6 porções
Couve-flor gratinada

Ingredientes:
1 couve-flor pequena
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 xícara de leite
1/4 de xícara de parmesão ralado
1/4 de xícara de creme de leite
sal e pimenta do reino
pitada de noz-moscada
Modo de Preparo:
Lave bem a couve-flor, corte as flores e cozinhe-as no vapor. Coloque em uma pequena panela a manteiga, leve ao fogo, acrescente a farinha e misture bem. Quando estiver parecendo uma pasta, acrescente aos poucos o leite misturando para não empelotar. Leve à fervura e ferva em fogo baixo por 5 minutos. Retire do fogo acrescente o parmesão, sal, pimenta-do-reino e noz moscada. Misture e acrescente o creme de leite. Unte um refratário com manteiga e arrume as florzinhas de couve-flor. Cubra com o molho e salpique com mais um pouco de parmesão. Leve ao forno preaquecido para gratinar.
Categoria:
Acompanhamentos
Esta receita:
é vegetariana
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Creme de couve-flor com nozes e especiarias

Ingredientes:
1 couve-flor pequena
1/2 litro de leite desnatado
1 colher (chá) de especiarias (noz-moscada, canela em pó, gengibre)
1 xícara (chá) de creme de leite (em lata de 240 g com o soro)
2 colheres (sopa) de nozes picadas grosseiramente
sal a gosto
Modo de Preparo:
Limpe a couve-flor, separando as flores e os talos mais macios e coloque numa panela com água fervente. Deixe cozinhar até ficar macia, retire do fogo, escorra a água e coloque no liquidificador. Acrescente o leite, as especiarias, o creme de leite e o sal e bata até obter um creme homogêneo. Em seguida, passe a mistura por uma peneira e acerte o sal, se necessário. Distribua o creme em pequenas xícaras e salpique as nozes por cima. Sirva com grissini.
Fonte: Revista Menu
Categoria:
Sopas
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
25 min
Rendimento:
4 porções
Crostini de couve-flor

Ingredientes:
1 pé de couve-flor (somente buquês)
1 xícara (chá) de manteiga
1 xícara (chá) + 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
4 ovos
7 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 pitada de canela
farinha de rosca
sal a gosto
Modo de Preparo:
Cozinhe a couve-flor por 10 minutos em bastante água salgada fervente. Em seguida, escorra e pique. Ligue o forno à temperatura média. Coloque em uma panela 250 ml de água, juntamente com a manteiga em pedaços e um pitada de sal. Deixe ferver em fogo médio. Retire do fogo, junte a farinha de trigo de uma só vez e misture energicamente com uma colher. Volte ao fogo e, mexendo sempre, cozinhe por 10 minutos, até obter uma mistura lisa e consistente que se desprenda do fundo e das laterais da panela. Retire do fogo e deixe esfriar, sem parar de mexer. Adicione à massa os ovos, um por vez, a couve-flor, o queijo ralado e a canela. Transfira a mistura para um refratário untado com manteiga e polvilhado com farinha de rosca. Leve ao forno por cerca de 20 minutos, ou até que a superfície fique dourada. Corte em fatias e sirva.
Fonte: Revista Água na Boca
Categoria:
Acompanhamentos
Esta receita:
é vegetariana
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
1 hora
Rendimento:
4 porções
Lasanha de cenoura e couve-flor

Ingredientes:
1 cebola (pequena) picadinha
1 xícara (chá) de farinha de trigo
5 colheres (sopa) de margarina (100g)
3 1/2 litros de leite
sal e noz-moscada a gosto
1 couve-flor grande (só os buquês em pedaços pequenos) (700g)
2 cenouras médias em ralada
1 embalagem de lasanha ADRIA direto ao forno (500g)
Modo de Preparo:
Doure a cebola e a farinha na margarina. Junte, aos poucos, o leite mexendo sempre até engrossar. Tempere com o sal e a noz moscada. Reserve. Montagem: Numa forma retangular grande e alta nº 4 (30 x 43cm) espalhe o molho no fundo. Cubra com as folhas de lasanha Adria e com o molho. Espalhe a couve flor, a cenoura, a mussarela e o queijo parmesão. Cubra com o molho reservado. Faça camadas de lasanha, molho, couve flor, cenoura, mussarela e queijo parmesão, terminando com lasanha, molho mussarela e queijo parmesão. Cubra com papel alumínio e leve ao forno (médio) préaquecido, por cerca de 45 minutos. Retire o papel e deixe por mais 5 minutos para dourar. Retire do forno e aguarde 5 minutos para servir.
Cortesia Cozinha Experimental da Adria
Telefone: 0800 7021120
Categoria:
Grãos e Massas
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Rendimento:
20 porções
Macarrão com brócoli, couve-flor e azeitonas

Ingredientes:
350 g de macarrão (zitti ou outro tipo)
200 g de couve-flor limpa
200 g de brócolis limpos
3 cebolinhas verdes com bulbo
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
5 ramos de tomilho
1 pimenta dedo-de-moça
casca de 1 laranja (sem a parte branca) picada grosseiramente
80 g de azeitonas pretas sem caroço
100 g de azeitonas verdes sem caroço
1 maço pequeno de cebolinha verde
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo:
Corte os buquês de couve-flor ao meio e cozinhe numa panela grande, junto com o macarrão, em bastante água fervente salgada. Cerca de 4 minutos antes do final do cozimento, acrescente o brócoli. Enquanto isso, prepare o molho. Limpe as cebolas, deixando um pouco da parte da parte verde, corte-as em fatias e refogue por 3 minutos numa frigideira com o azeite de oliva, o tomilho, a pimenta dedo-de-moça dividida ao meio e metade da casca de laranja. Junte as azeitonas, picadas grosseiramente, e deixe tomar gosto por 2 minutos, mexendo de vez em quando com uma colher. Acerte o sal e junte a pimenta-do-reino. Escorra o macarrão e os legumes (reserve algumas colheres de água de cozimento), coloque-os na frigideira com o molho e deixe tomar gosto por 4 minutos, em fogo alto, mexendo e regando com a água reservada, caso fique muito seco. Complete com a cebolinha verde picada e a casca de laranja restante. Misture bem e sirva a seguir.
Fonte: Revsita Água na Boca
Categoria:
Grãos e Massas
Esta receita:
é vegetariana
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
45 min
Rendimento:
4 porções
Polpettine de couve-flor

Ingredientes:
2 pés de couve-flor pequenos ou 1 grande
2 dentes de alho
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 ovo
8 colheres (sopa) de queijo parmesão ou pecorino ralado
3 colheres (sopa) de alcaparras
salsinha picada
farinha de rosca
óleo para fritura
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo:
Separe os buquês da couve-flor, lave bem e cozinhe em água fervente com sal por cerca de 15 minutos, ou até ficarem macios. Escorra, transfira para uma frigideira com o alho inteiro e o azeite e refogue, mexendo com um garfo até obter um purê homogêneo. Elimine o alho, tempere com sal e pimenta-do-reino e retire do fogo. Transfira o purê para uma tigela, deixe amornar e, em seguida, adicione o ovo, o queijo ralado, as alcaparras, a salsinha e 4 colheres (sopa) de farinha de rosca e misture até obter uma massa firme. Cubra e deixe descansar por 30 minutos. Separe pequenas porções da massa e prepare bolinhos pequenos. Em seguida, passe-os na farinha de rosca misturada com salsinha picada e frite em óleo bem quente até dourar. Decore a gosto e sirva.
Fonte: Revista Água na Boca
Categoria:
Acompanhamentos
Esta receita:
é vegetariana
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Média
Tempo de preparo:
1 hora e 50 min
Rendimento:
10 porções
Salada de couve-flor

Ingredientes:
1 couve-flor média
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (chá) de vinagre
2 colheres (sopa) de suco de laranja
sal e pimenta-do-reino
Modo de Preparo:
Lave bem a couve-flor e separe os buquezinhos. Cozinhe-os no vapor por cerca de 15 minutos ou até estarem macios, porém firmes. Retire do vapor de deixe esfriar. Misture o azeite, limão, vinagre, suco de laranja, sal e pimenta-do-reino e despeje sobre a couve-flor. Misture bem arrume em uma saladeira e sirva.
Categoria:
Saladas
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Frio
Dificuldade:
Fácil
Salada de couve-flor alho e óleo

Ingredientes:
1 couve-flor pequena
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
4 dentes de alho cortado em lâminas
2 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco
2 colheres (sopa) de alecrim
sal e pimenta-do-reino branca
Modo de Preparo:
Lave a couve-flor, separe as flores e os talos mais macios e coloque numa panela. Junte 1 litro de água, o sal e leve ao fogo até a couve-flor fica al dente. Retire do fogo, escorra a água e disponha a couve-flor em uma saladeira. Coloque em uma panela o azeite de oliva, o alho, o vinagre, o alecrim, o sal e a pimenta-do-reino. Misture bem e leve ao fogo, sem parar de mexer, até o alho fritar. Retire do fogo, regue a couve-flor e leve à geladeira por 2 horas, ou até gelar.
Fonte: Revista Água na Boca
Categoria:
Saladas
Esta receita:
é vegetariana
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Frio
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
35 min + tempo de geladeira
Rendimento:
2 porções
Sopa cremosa de couve-flor

Ingredientes:
1/2 litro de leite
4 colheres de sopa de manteiga
4 colheres de sopa de farinha de trigo
1 cebola média picada
1 litro de caldo de frango
1 couve-flor média
1 caixinha de creme de leite longa vida
sal e pimenta do reino
Modo de Preparo:
Lave bem a couve-flor e separe as florzinhas dos talos mais fibrosos. Cozinhe as florzinhas em água levemente salgada até que estejam macias. Reserve. Coloque a manteiga em uma panela e acrescente a cebola picada. Leve ao fogo e refogue para que a cebola fique macia. Coloque 2/3 da couve-flor cozida bem picada. Acrescente a farinha de trigo e misture bem. Coloque o leite e misture novamente. Ferva por 5 minutos e acrescente o caldo. Ferva novamente e retire do fogo. Deixe esfriar um pouco e bata no liquidificador para obter uma sopa cremosa. Leve novamente a panela e acrescente a couve-flor reservada. Acerte o ponto de sal e pimenta-do-reino e acrescente o creme de leite. Sirva ou congele em porções individuais. Sirva acompanhado de torradas.
Categoria:
Sopas
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Posted at 20:41 | Marcadores: CULINÁRIA | 0 Comments
CULTIVO de Crisântemos

Produção de Crisântemos
Histórico
O crisântemo dos floristas, ou Dendranthema x grandiflorum (Ramat.) Kitam. (sin. D. grandiflora Tzvelev., D. morifolia Ramat. e Chrysanthemum morifolium Ramat.), família Asteraceae, é um híbrido complexo, que se produzido por sementes segrega em muitas formas diversas. A maioria das espécies que compõe as linhagens dos cultivares atuais são originários da Ásia, em especial da China. A palavra crisântemo significa "flor dourada", vindo do grego "chrysos", ouro e änthemon", flor. Existem relatos de seu cultivo há mais de 2.000 anos como flor de jardim na Ásia, sendo ele a flor nacional do Japão. Foi cultivado na Europa pela primeira vez por volta de 1688-89, pelo mercador holandês Jacob Breynius, e há registro de sua entrada nos Estados Unidos por volta de 1764 no Chelsea Physical Garden. Foi somente por volta de 1789, porém, que a introdução realmente começou, inicialmente pela França e no ano seguinte no Kew Gardens na Inglaterra. Desde estes tempos o crisântemo tem sido melhorado e selecionado não só em relação ao formato e cor, mas também na sua adequação ao cultivo durante o ano todo, resistência ao frio e calor e também na sua resistência pós-colheita. Com técnica desenvolvida inicialmente por Laurie e seus colaboradores em 1930, a partir da década de 50 produtores comerciais iniciaram o controle da produção pelo número de horas escuras do dia, o que permitiu a colheita durante o ano todo.. A produção foi voltada inicialmente para corte e posteriormente para plantas em vaso.
Atualmente existem milhares de variedades adequadas às diferentes condições de cultivo e ao uso tanto como flor de vaso, corte ou jardim.
Formatos das Inflorescências
O crisântemo dos floristas é na verdade uma inflorescência composta, com flores nascidas em um receptáculo ou capítulo. O que popularmente conhecemos como flor, é um conjunto de flores. Nas inflorescências simples, tipo margarida, os dois tipos de flores existentes são bem característicos. As externas e geralmente mais longas, possuem somente pistilo (parte feminina), mas conhecidas por nós como pétalas, e as centrais, ou olho da margarida, que são bisexuadas (parte masculina e feminina) e geralmente férteis.
As formas mais comuns de inflorescências, que daqui em diante denominaremos simplesmente de flores, são as seguintes:
-
Simples ou tipo margarida:composta de uma ou duas filas de flores pistiladas externas (pétalas) e flores internas em um disco achatado central. As pétalas podem ser em formato normal ou em forma de quilha ou colher.
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Anêmona ou girassol: similar à simples, porém as flores do disco central são alongadas e tubulares. Muitas variedades com esse formato possuem dois tons de cor, sendo popularmente chamadas de olho-de-gato.
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Pompons: Inflorescências globulares, formadas por pequenas pétalas. As flores do disco interno não são aparentes.
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Decorativas: Similares aos pompons, compostas basicamente de flores pistiladas, porém as pétalas externas são mais longas que as internas, dando uma aparência achatada.
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Spider, Fuji e Spaghetti: Inflorescências similares às decorativas porém mais achatadas e com as pétalas externas tubulares e bastante longas e em alguns casos alternando mais longas e mais curtas. Spider significa, em inglês, "aranha".
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Inflorescências globosas de grande tamanho, tipo "bola" ou standard: É um tipo decorativo, com as pétalas encurvadas dando um aspecto globoso. Classificadas em muitas formas como os formais encurvados duplos (tipo globoso com pétalas curvadas em direção ao topo) e reflexo duplo (tipo menos globoso que o anterior). Esse grupo geralmente é cultivado sem desponte (pinch), e com retirada das flores laterais de forma a ser obtida somente uma flor de grande tamanho por estaca plantada.
As formas de condução
Existem duas classificações teóricas da forma de condução das plantas durante seu cultivo. Em primeiro lugar temos a classificação de acordo com a quantidade de flores que ficam em cada haste ou "galho", e, em segundo, de acordo com o número de hastes ou "galhos" que temos por muda plantada.
a) Quanto ao número de flores por haste
Os crisântemos são cultivados de duas formas básicas, de acordo com a demanda de mercado e a variedade:
§ Disbuds ou com a retirada das flores secundárias: usual no Brasil para a produção das variedades decorativas em vasos e para variedades tipo "bola". Nesse caso em cada haste é deixada somente a flor terminal, retirando-se os botões florais laterais.
§ Spray: é feita a retirada somente da flor central, que usualmente abriria antes das demais, permitindo assim que as outras se desenvolvam mais uniformemente. É utilizada tradicionalmente nas variedades tipo margarida ou girassol em vaso. Em variedades para corte, exceto nas tipo "bola", faz-se a remoção do botão floral terminal, deixando-se três a sete laterais, de acordo com o vigor da haste e a variedade. Os que estariam mais abaixo são retirados.
b) Quanto ao número de hastes por muda
São cultivados de duas formas, de acordo com o objetivo do cultivo, o custo/benefício da muda, a demanda de mercado e a variedade:
§ Haste única: somente uma haste por muda plantada. Utilizada habitualmente no cultivo de todos os tipos para corte e em variedades para vaso tipo "bola". Nesse grupo estão também os crisântemos tipo "sombrero", quando se cultiva uma estaca de variedade tipo margarida, spider ou decorativo de grande tamanho por vaso de 10-11 cm, com objetivo de produzir somente uma flor.
§ Hastes múltiplas: diversas hastes, em geral de 3 a 5 hastes principais por muda plantada, o que é obtido através da brotação lateral estimulada pela a retirada do meristema apical, ou seja, a ponta da muda. A essa operação denominamos pinch, que significa beliscão em inglês. Utilizada em sistema antigo de produção de corte e atualmente em vasos de variedades tipo decorativo, spider, margarida e girassol. Uma variante desse sistema é o tipo "multiflora", com uma muda por vaso e um ou dois pinchs, com objetivo de obter uma planta cheia, arredondada, com inúmeras flores de pequeno tamanho.
A resposta ao comprimento do dia ou fotoperíodo
O crisântemo é classificado como uma planta de dias curtos, que tem o florescimento induzido naturalmente em períodos com dias de menos de 14 ½ horas de luz, existindo variações de acordo com a variedade e temperatura. Na verdade o fator determinante é o número de horas de escuro (skotoperiodismo) presente em um período de 24 horas. Esse comportamento é determinado por um pigmento sensível à luz chamado fitocromo, encontrado nas folhas das plantas. Ele apresenta duas formas:
Fverm - forma receptiva à luz vermelha (comprimento de onda de 660 nm)
Finfraverm - forma receptiva à luz infra-vermelha (comprimento de onda de 720-730 nm), sendo a forma ativa do pigmento. Em plantas de dias curtos, como os crisântemos, sua presença evita o florescimento, ocorrendo o inverso em plantas de dias longos.
No caso do crisântemo, quando se aplica luz na faixa do vermelho, ou seja, luminosidade natural do dia ou lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, por um período e intensidade suficientes, o fitocromo se converte imediatamente na forma ativa, não havendo a formação do botão floral. Quando se aplica luz infra-vermelha, ou, de forma mais lenta, na ausência de luz por período suficiente, o fitocromo se converte na forma inativa, havendo a floração. No caso dos crisântemos o florescimento normalmente é evitado com a aplicação de duas a quatro horas de luz no meio da noite, dividindo-a em duas partes, nenhuma delas longa o suficiente para o processo lento de conversão do Finfraverm para Fverm .
As estações do ano e o comportamento fotoperiódico
O crisântemo na região sul do Brasil é chamado também de "flor de páscoa", por florescer no outono, período próximo à Páscoa. Esta característica se deve à variação natural do comprimento do dia de acordo com as estações do ano.
Para entender melhor como esta variação funciona, e também como se dão as estações do ano, devemos saber que a Terra tem seu eixo de rotação 23,5º fora de ser perpendicular ao plano orbital em volta do sol. Define-se assim o Trópico de Câncer a 23,5º ao norte da Linha do Equador (linha imaginária que divide a terra em norte e sul), e o Trópico de Capricórnio a 23,5º ao sul. No solstício de verão no hemisfério sul (aproximadamente 21 de dezembro) o sol está exatamente sobre o Trópico de Capricórnio, tendo-se o dia com mais horas de luz, e no solstício de inverno no hemisfério sul (aproximadamente 21 de junho) o sol está exatamente sobre o Trópico de Câncer, tendo-se o dia com menos horas de luz em nosso hemisfério. Essa variação faz com que não se receba a mesma quantidade de luz a cada dia do ano, com maiores variações quanto mais ao sul ou ao norte do equador estamos. Ou seja, quanto maior a latitude, maior a variação entre o dia mais longo e o dia mais curto do ano.
Nos equinócios, que correspondem à entrada do outono e da primavera, aproximadamente 21 de março e 22 de setembro, o número de horas de sol do dia e o comprimento da noite se eqüivalem em 12 horas. Porém, um fator a ser considerado na avaliação de comprimento natural do dia é que as plantas são sensíveis à luz quanto o sol está em torno de 6º abaixo do horizonte (antes da alvorada e após o pôr-do-sol). Assim, nos equinócios, as plantas percebem efetivamente em torno de 13 horas de luz, ao invés de 12 horas. Esse dado é importante na avaliação de em qual época do ano necessitamos interferir no comprimento do dia com o escurecimento artificial ou com a iluminação artificial, objetivando uma produção fora do período natural.
O tempo de reação
Como já foi visto anteriormente o crisântemo é uma planta que responde ao fotoperíodo, sendo considerada de dias curtos por ter, de forma geral, seu florescimento induzido quando exposta a períodos com dias de menos de 13½ horas de luz . Outra definição importante é a de tempo de reação, que é o período, avaliado em semanas, necessário entre o início da indução do florescimento até o início da abertura das flores. Esta é, de certa forma, uma avaliação numérica de precocidade. Cultivares no grupo de reação de seis semanas, por exemplo, levam seis semanas desde o início dos dias curtos até o florescimento. Existem variedades de 6 até 15 semanas de tempo de reação, porém comercialmente elas situam-se entre 7½ e 11 semanas para corte, 7½ e 10 semanas para vaso e 6 a 8 semanas em crisântemos para jardim. Plantas com tempo de reação maior demoram muito para serem produzidas e seu cultivo em geral não é economicamente viável.
O processo de controle do fotoperíodo
Para tornar mais claro o processo de controle do comprimento do dia na produção comercial, utiliza-se de forma genérica um sistema de condução do fotoperíodo considerando variedades comerciais (9 a 11 semanas de tempo de reação) e temperatura média de 18 ºC (4). O processo divide-se em três partes:
§ Fase de crescimento vegetativo:
Acontece naturalmente quando o número de horas de luz do dia é maior que 14 ½ horas. Para segurança os produtores consideram 15 horas. Nesta fase a planta cresce vegetativamente, não formando inflorescências. Quanto maior o tempo decorrido nesta fase, maior a altura potencial da planta. Na produção comercial usualmente utiliza-se iluminação artificial durante a noite, das 22 às 2 horas, dividindo a noite longa em dois períodos menores. Esta luz pode ser intermitente, com períodos de 6 minutos de luz para 24 minutos de escuro. As plantas devem receber ao nível das folhas no mínimo 108 lux (ou 10 foot-candle, que é outra unidade de medida de intensidade luminosa). É importante lembrar que esta intensidade luminosa não tem o objetivo de promover crescimento e fotossíntese, mas sim de atuar sobre o controle fotoperiódico da planta.
§ Iniciação da inflorescência - Fase Generativa:
A iniciação ocorre quando o fotoperíodo é igual ou menor do que 14½ horas/ dia.
Se o fotoperíodo não continuar a decrescer (como no outono), ou for mais longo do que 13½ horas, será formado somente o receptáculo da flor (botão), mas não se desenvolverá a flor completa, seguindo o crescimento vegetativo. Em geral, quanto mais longo o tempo de reação da variedade, maior o número de horas de período escuro necessário para a iniciação da inflorescência e para a iniciação da flor. Esse fator também é influenciado pela temperatura. Nas regiões mais ao sul, dependendo da latitude, nos meses de inverno o comprimento do dia pode ser curto o suficiente para haver naturalmente a iniciação da inflorescência.
§ Iniciação da flor - Fase Generativa:
Acontece com fotoperíodo (período com luz) menor que 13½ horas/dia (com mudanças de acordo com a variedade e a temperatura). Para segurança os produtores consideram dias com menos de 12 horas de período com luz. Os crisântemos requerem de forma geral em média 6 semanas de dias curtos ininterruptos para completar o processo de iniciação, após as quais o fotoperíodo pode ser alterado que o desenvolvimento normal da flor irá ocorrer. Caso dias longos sejam aplicados após esse período, a floração será levemente atrasada e as flores serão cerca de 8% a 10% maiores. Essa técnica, chamada de "after lightining" pode ser utilizada quando se quer produzir standards de grandes inflorescências. Muitos cultivares não respondem a esse tratamento, sendo aconselhável que os produtores façam testes antes de aplicar esta técnica.
Quando o botão floral começa a mostrar a cor, o fotoperíodo tem pouco efeito no tamanho da planta, tamanho da flor e no ciclo.
Propagação: produção das mudas
Comercialmente, para corte e plantas em vaso, o crisântemo é propagado exclusivamente de forma vegetativa, através de estacas dos brotos terminais cultivados sob dias longos. A produção destas estacas pode ser conduzida pelo plantador mas normalmente é feita por empresas especializadas tendo em conta a necessidade de manutenção de perfeitas condições de fitossanidade, renovação constante das matrizes e freqüente introdução de novas variedades. As empresas exigem do comprador uma programação anual de fornecimento, necessária para haver garantia de entrega das variedades desejadas.
O crisântemo é uma planta quantitativa de dias curtos, que irá eventualmente florescer mesmo em situação de dias longo. Por essa razão as plantas são sempre despontadas para eliminar os brotos desenvolvidos, mesmo que esses não venham a ser utilizados para a propagação. A iluminação noturna também é diferenciada, sendo constante ou intermitente por um período superior ao utilizado para a produção da flor (das 21 às 5 horas por exemplo).
As plantas destinadas à produção de mudas são cultivadas em geral no solo, com espaçamento médio de 15X15 cm. Têm uma vida útil média de 20 semanas, sendo 4 de crescimento e 16 semanas de colheita de novas estacas. Após este período as plantas são eliminadas pois suas mudas são mais sujeitas a produzir florescimento precoce, além do risco de apresentarem problemas fitossanitários. São colhidas de 0,7 à 2,0 mudas por matriz por semana, resultando em uma produção total de 11 a 32 mudas por matriz ao final do ciclo. Essa variação deve-se ao tipo de variedade, em especial ao seu vigor. De forma geral as plantas destinadas a corte são mais vigorosas e produzem mudas mais facilmente. As estacas são colhidas com 4 cm se forem gardinis (para jardim ou vaso pequeno), 5 cm se forem para vaso e 6 cm se forem as variedades para corte. Estacas maiores, até 10 cm, podem ser produzidas, mas isso aumenta o custo e as possibilidades de uma indução precoce de florescimento.
Foto: cultivo de plantas matrizes para a produção de mudas de crisântemo em fase de colheita.

Após colhidas, as estacas podem ser plantadas imediatamente ou conservadas a 2-3 ºC por até 4 semanas em embalagens de polietileno perfurado para prevenir ressecamento. Em pequenas produções pode-se conservar as estacas por até duas semanas nas embalagens de plástico, utilizando a gaveta inferior do refrigerador doméstico, sobre uma camada de serragem úmida.
Para melhorar a emissão de raízes as bases das estacas são mergulhadas em talco com 0,1 a 0,2% de ácido indolbutírico (AIB), um hormônio vegetal para enraizamento. Normalmente isso já é feito pelo produtor das mudas.
Foto: lâminas utilizadas na colheita.

Foto: colheita de mudas em plantas matrizes.
Foto: mudas de crisântemo para vaso (duas variedades), tratadas em sua base com hormônio para enraizamento AIB a 0,2%.(esquerda) e embaladas para remessa ao produtor (direita).


Cada lote plantado para produção de mudas deve ter pelo menos 1% cultivado para teste, identificando eventuais instabilidades genéticas ou misturas varietais, em especial de cultivares de mesma linhagem porém de cores diferentes.
Variedades patenteadas não devem ser propagadas sem autorização e pagamento de royalties ao criador do cultivar.
Existem também sementes híbridas de primeira geração (F1), como por exemplo as variedades "Fashion", "Fanfare New" e "Autumn Glory", que podem ser utilizadas com sucesso em cultivos voltados para a produção de plantas para jardim.
O calendário do floricultor
Antes de passar-se aos aspectos específicos da produção, convém que se faça algumas considerações em relação ao sistema de controle da produção, parte do aspecto gerencial que todo floricultor deve desenvolver para ter sucesso na atividade.
As anotações na área de floricultura são feitas com base no calendário de semana do ano, mais prático do que as anotações por dia e mais adequado à precisão dos procedimentos. Assim temos 52 ou 53 divisões de calendário no ano.
É importante o produtor acostumar-se a fazer anotações das semanas dos procedimentos, desde o plantio, uso de reguladores químicos de crescimento, pinch até a colheita, tendo como local tarjetas anexadas junto aos lotes. Esse controle permitirá fazer análises mais exatas das características das variedades, como por exemplo seu tempo de reação e sua resposta ao regulador de crescimento. Isso gera dados que permitem um posterior planejamento, fornecendo informações como a semana exata de plantio de cada variedade para colheita em datas comemorativas de maior comercialização, de acordo com a característica local de clima. Esse banco de informações baseado na experiência acumulada com o tempo é muito importante e representa resultados econômicos à medida que reduz perdas e aumenta a eficiência.
As "datas"
A comercialização das flores normalmente é motivada pelos eventos sociais, sejam eles aniversários, casamentos, formaturas, festas, recepções, congressos, velórios ou datas comemorativas. Sendo uma planta de fácil programação de produção, comparativamente à maioria das outras flores, o crisântemo serve muito bem à produção visando a datas definidas. Ela é característica no Brasil especialmente para o Dia de Finados (02 de novembro), em segundo lugar para Dia das Mães (muitas vezes para as mães já falecidas) e em menor escala para o Natal/Ano Novo, Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Páscoa.
A programação para estas "datas" deve ser feita levando em consideração fatores como variedades e seu tempo de reação, a distância do mercado final - determinando ponto de abertura da flor e momento de colheita - e também o clima local. De forma geral o risco de erro é reduzido com um maior número de variedades e datas de plantio considerando o tempo de reação. Inicie pelas de tempo de reação maior e deixe para o final as de tempo de reação menor. A experiência e as anotações de anos anteriores são o melhor guia para esta programação.
Posted at 23:54 | Marcadores: PLANTAS DE JARDIM | 0 Comments
CULTIVO DA PETUNIA
Petúnia Simples
Petunia hybrida
Petunia
Nome Científico: Petunia hybrida.
Nome Comum: Petunia.
Nomes Populares: Petunia.
Família: Solanaceae.
Origem: América do Sul.
Descrição: A Petunia é uma planta herbácea, perene, cultivada como anual, possui caule cilíndrico, de cor verde claro a verde médio, com pilosidades, assim como as folhas. As folhas são ovaladas, pequenas e macias, de cor verde a verde claro. As flores são simples, em forma de trompeta, de tamanho médio a grande (consoante variedade), vistosas e delicadas e podem assumir variadíssimas tonalidades e combinações, desde o branco, rosa, azul, roxo, vermelho, podendo também ser listadas. Esta espécie tem sido assunto de intensos melhoramentos e seleções ao longo dos tempos. Resistente ao calor e á botrytis. Recuperam rapidamente depois das chuvadas.
Sementeira: Em local definitivo entre Março e Junho ou em estufa ou estufim entre Janeiro e Abril. A semente não necessita de ser coberta mas uma fina camada de de vermiculite pode ser benéfica caso não se possa controlar convenientemente a humidade durante a germinação.
Transplantação: Primavera, espaçamento entre plantas de 30-45 cm.
Situação: Sol, locais abrigados do vento.
Solos: As Petunias preferem solos moderadamente secos, bem drenados e férteis.
Temperatura: Temperado a temperado-quente.
Rega: Quando solo estiver seco.
Adubação: Todos os meses até atingir a plena floração. Adubar as de vaso a cada 2 semanas.
Crescimento: Rápido.
Pragas e Doenças: Afídeos, tripes, algumas lagartas de lepidopteros, podridão radicular.
Multiplicação: Sementes ou estacas caulinares (Verão).
Floração: Junho a Outubro.
Colheita: Colher as flores secas para prolongar a floração.
Utilização: canteiros, maciços, bordaduras, vasos e floreiras.
* Planta de flor comestível ou com pétalas ou flores comestíveis!
--> As pétalas têm um sabor floral suave e as flores são geralmente usadas como guarnição.

Posted at 23:27 | Marcadores: PLANTAS DE JARDIM | 0 Comments
CULTURA DA PETÚNIA
Existem atualmente cinco classes de petúnias: grandiflora simples, grandiflora dupla, multiflora simples, multiflora dupla e as floribunda, que é um cruzamento entre as multifloras simples e as grandifloras simples, combinando as grandes flores da segunda com o hábito de crescimento robusto das primeiras. A propagação é em geral por sementes, porém alguns híbridos são propagados comercialmente por estaquia.
A petúnia tem de 9300 a 10.000 sementes por grama.
Produção da muda:
Germinação:
Fase 1: A radícula desponta em 3 ou 4 dias e a germinação se completa em 7 a 10 dias em uma temperatura entre 22º - 24ºC. Até o final desta fase, as raízes das plantas devem estar com 0,6 cm de comprimento e o cotilédone deve ter começado a surgir. O valor de pH recomendado para o substrato é entre 5,8 e 6,2 e a salinidade <>-1 (extrato 1:2). Deve-se semear e manter o substrato em capacidade de recipiente. As sementes podem ser cobertas com uma leve camada de vermiculita para manter os níveis de umidade. Pode-se cobrir a bandeja de germinação com um filme plástico, porém deve-se ter cuidado com o excesso de temperatura se houver exposição direta ao sol. A luz, entre 100 –1000 lux, é necessária para um bom stand de germinação, podendo ser complementada com iluminação artificial.
Fase 2: Até o final deste estágio, as raízes devem ter de 1,25 cm a 2 cm de comprimento. As primeiras folhas reais estão começando a surgir. Deve-se reduzir os níveis de umidade, estimulando a raiz a penetrar no substrato. Este deve ser úmido ao toque, mas não saturado. a temperatura ideal é mais baixa que na fase 1, entre 18º - 20ºC e a luminosidade aumentada, podendo se complementar com 4.000 lux para 14 horas diárias, promovendo o florescimento precoce. Nessa fase recomenda-se o início de adubações semanais com 50 a 100 mg L-1 de nitrogênio e potássio, mantendo se a salinidade do substrato entre 0,5 e 0,7 dSm-1 (extrato 1:2). Pode-se alternar entre um fertilizante com nitrogênio amoniacal e um fertilizante com nitrogênio nítrico, observando-se que o N-amônio promoverá um maior (e mais tenro) desenvolvimento das folhas. Havendo baixas temperaturas, não utilizar fertilizantes com nitrogênio amoniacal.
Fase 3: Até o final da terceira fase, as raízes devem ter acima de 2,5 cm de comprimento, com boa ramificação, e 2 a 3 folhas reais. O manejo da irrigação é crítico nessa fase. Produzir uma petúnia de alta qualidade depende de um cuidadoso gerenciamento da água.
A fertirigação deve ser mantida, e para prevenir estiramento pode-se reduzir o nitrogênio na forma amoniacal. Uma ótima quantidade de luz é essencial para se evitar mudas estioladas, não excedendo-se porém os 35.000 lux. Uma iluminação suplementar de 4500 a 7000 lux, para um dia de 18 horas induzirá um florescimento precoce.
Em casos de pouca luminosidade e condições que favoreçam o estiolamento das mudas, pode-se utilizar duas aplicações de B-Nine (daminozide 500 gL-1) de 3,5 a 5,0 g L-1 ou três aplicações de 2,5 g L-1 a cada 7 a 10 dias, a partir de duas semanas da germinação (fase 1), depois das primeiras folhas reais terem aparecido. Petúnias respondem também à temperaturas noturnas maiores que diurnas (DIF), Bonzi (paclobutrazul) e Sumagic.
Repicagem:
A repicagem ou transplante para a embalagem de venda deve ser feito cedo, quando as plantas têm duas a três folhas verdadeiras, em torno de duas semanas após a germinação. Condicione as plantas antes da repicagem através de ciclos de substrato seco/molhado.Se for feita a semeadura em plug (células individuais), ao final deste estágio o sistema de raízes deve ter alcançado o fundo do plug e os brotos devem ter de três a quatro folhas. A temperatura do substrato ideal está entre 16 e 18ºC. Temperaturas abaixo de 14ºC atrasarão o início da floração.
Desenvolvimento:
As petúnias crescem melhor a pleno sol, em um substrato leve e bem drenado. O valor de pH do substrato deve ficar entre 5,8 e 6,2. As folhas superiores amareladas, podem indicar deficiência em ferro quando o pH for maior que 6,6. Após a repicagem, as petúnias requerem temperaturas maiores que 13ºC à noite nas seis primeiras semanas para iniciar o desenvolvimento dos botões. Depois de seu surgimento, as temperaturas noturnas podem ser reduzidas para 10ºC para estimular uma base ramificada e compacta. A intensidade luminosa alta reduz o tempo necessário para florescimento em temperaturas baixas, e produz plantas mais compactas e ramificadas. A salinidade do substrato, considerando a condutividade elétrica (CE) em extrato 1:2, deve ficar em torno de 0,8 dS m-1. As petúnias são exigentes em boro. Sua deficiência provoca a morte das brotações novas e ausência de flores. Um cuidado na manutenção do pH do substrato dentro da faixa recomendada auxilia na manutenção de um nível adequado desse nutriente.
As petúnias precisam de dias longos para florescer rapidamente. Para antecipar a formação dos botões, sob dias curtos, estender a duração do dia para 13 horas. Sob dias longos, com baixas condições de luz; pode ser necessária iluminação suplementar de 4500 a 7000 lux..
A aplicação de reguladores de crescimento, como o B-Nine (2,5 a 5,0 g L-1), podem ser feitas antes dos botões estarem visíveis. Aplicações tardias, distorcerão a cor e o tamanho das flores.’
Programação da Produção:
A programação para petúnias irá variar, dependendo da estação e do clima, nos quais as plantas são desenvolvidas. Uma muda pode ser produzida em 8 a 10 semanas, havendo variações de acordo com as variedades dentro da mesma época do ano. As petúnias são plantas não abrigatórias de dias longos; irão florescer tanto com dias curtos como com dias longos, porém florescerão mais cedo com dias longos. Por ser uma planta moderadamente resistente ao frio, as petúnias podem ser a primeira espécie a ser vendidas no final do inverno, antes das impatiens e begônias.
Posted at 23:17 | Marcadores: PLANTAS DE JARDIM | 0 Comments


















